Ciclo de alta do juro no País deve derrubar PIB

O ciclo de alta das taxas de juros que o Banco Central (BC) está iniciando não será nada suave, e deve derrubar a taxa de crescimento em 2009 a um nível significativamente abaixo dos 5% estipulados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma espécie de meta informal do seu segundo mandato. Essa é a visão de vários economistas que acompanham o dia-a-dia do trabalho do BC, e acham que a instituição fará tudo o que estiver ao seu alcance para evitar que, como ocorreu em outros países, a inflação no Brasil ''desgarre-se'' para muito além do centro da meta de 4,5%, definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). As previsões da maioria dos economistas são de que o BC aumentará a taxa básica de juros, Selic, em todas as quatro reuniões restantes do Comitê de Política Monetária (Copom) até o fim do ano, e na maioria delas, em não menos de 0,5 ponto porcentual. "O Brasil está crescendo na margem entre 6% e 7%, bem acima do seu potencial, e é preciso baixar a temperatura porque não dá para crescer nesse ritmo", diz Gino Olivares, economista-chefe do Opportunity Asset Management. Hoje os analistas consideram que o potencial de crescimento não-inflacionário no Brasil está em torno de 4,5%. Olivares prevê que a Selic suba até 14,25% ao ano e o crescimento caia de cerca de 5% neste ano para o intervalo entre 3% e 4% em 2009. Para ele, a inflação pode chegar perto de 6% em 2008.Para Sérgio Vale, da MB Associados, a Selic deve subir até 14% este ano, e o crescimento deve cair de 4,7% em 2008 para 4,2% em 2009. Vale, que prevê um pouso suave da economia brasileira, está com uma posição relativamente otimista. Alexandre Pavan Póvoa, diretor do Modal Asset Management, prevê uma Selic de 14,5% no fim do ano.Para o crescimento do PIB, a projeção do Modal Asset é de um recuo de 4,8% em 2008 para 3,7% em 2009. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo..

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