Ciclo de desenvolvimento vai durar '10 anos ou mais', prevê Lula

O presidente afirmou que não é o mercado externo que está puxando o crescimento da economia brasileira, mas o mercado interno

Angela Lacerda, da Agência Estado,

04 de setembro de 2007 | 17h35

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, 4, em Ipojuca, no litoral sul pernambucano, que o Brasil entrou em um ciclo de desenvolvimento sustentável que deverá ter duração de "10 anos ou mais". Ele fez a previsão ao participar de cerimônia que marcou o início das obras da Refinaria Abreu e Lima.   Veja também:  Lula diz que governo não vai aumentar gastos "Há 30 anos não se fazia uma refinaria neste País, há mais de 20 não se constrói um autoforno e há muitos anos neste País não se conhece um crescimento sustentável, não se conhece uma política de consumo que hoje coloca o Brasil em condições da China", disse. "Estamos construindo de forma sólida o chamado mercado de massas."Ele frisou que ao assumir o governo federal em 2003 a indústria automobilística reclamava de prejuízos. Hoje, segundo ele, há espera de três meses para se comprar um carro. O presidente afirmou que não é o mercado externo que está puxando o crescimento da economia brasileira, mas o mercado interno. "(O mercado interno) Está puxando porque tem política de transferência de renda, porque em sete meses criamos 1,2 milhão de empregos com carteira assinada, porque adotamos a política de que não é possível a economia crescer sem crédito e saímos de R$ 300 bilhões de crédito para R$ 800 bilhões neste pouco tempo que governamos o Brasil."MazelasLula expressou o desejo de entregar um País mais organizado ao seu sucessor, que não precise discutir mazelas "que há 30 anos" se discute no País, a exemplo da inflação e da dependência do Fundo Monetário Internacional (FMI). "Nós acabamos com a inflação. O FMI não está mais aqui nem voltará mais", afirmou. A crise anunciada nos Estados Unidos, de acordo com ele, já teria feito o Brasil enviar o ministro da Fazenda várias vezes a Washington e o FMI já teria mandado delegações. "Nós não precisamos ir lá nem eles virem aqui porque o Brasil tem hoje US$ 171 bilhões de reserva", observou. Mas completou: "Não é porque chegamos a uma situação de equilíbrio que vamos achar que está tudo resolvido e começar a gastança".

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