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Ciclo virtuoso de crescimento não será interrompido, diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse na noite de ontem que o ritmo de investimentos assegura que "o ciclo virtuoso de crescimento da economia não será interrompido por problemas generalizados de descasamento entre a oferta e a demanda". Ao discursar para um seleto grupo de banqueiros e executivos do setor financeiro, reunidos para um jantar de confraternização de final de ano no sofisticado hotel Grand Hayatt, na zona sul de são Paulo, Palocci comemorou os números recentes do PIB e dos investimentos, divulgados pelo IBGE, afirmando que "a confiança na sustentabilidade do ciclo de crescimento se reflete no mais forte ritmo de investimento verificado na era pós-Real".Para uma platéia que reunia entre outros os presidentes do Bradesco (Lázaro Brandão), do Itaú (Roberto Setúbal), do Citibank (Gustavo Marin), do BankBoston (Gerado Carboni) e do ABN Amro (Fábio Barbosa), o ministro Fazenda reafirmou sua confiança economia. "Temos hoje uma boa oportunidade para desenvolver as condições necessárias para que o bom momento que vivemos seja não apenas a boa fase de um ciclo de curto prazo, mas sim o começo de uma trajetória sustentável de crescimento de longo prazo", disse, no mais longo discurso feito na noite de festa dos banqueiros.Ao fazer um balanço das medidas que o governo Lula tomou para garantir as condições favoráveis ao crescimento de longo prazo, Palocci informou que o governo encaminhará nas próximas semanas "um terceiro conjunto" de reformas ao Congresso. Não detalhou, no entanto, quais serão essas medidas.Febraban quer medidas para acelerar investimentoAntes do discurso de Palocci e do feito pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o presidente da Febraban, Márcio Cypriano, cobrou do governo federal ações que acelerem o investimento. "O governo já deixou suficientemente claro que seguirá a linha da estabilidade monetária. Muito bem. Este é um pressuposto do bom funcionamento da economia. Mas chegou a hora de pensarmos em ações concretas que acelerem o processo de investimento", afirmou, ponderando que, só assim, o País terá crescimento, geração de empregos e aumento da renda, sem ameaçar o equilíbrio macro."Não podemos ser tímidos", sustentou Cypriano, pedindo "um conjunto de medidas firmes e coerentes" que leve o Brasil rumo ao desenvolvimento de longo prazo. Para ele, a taxa de investimento, divulgada pelo IBGE, é "positiva", "mas ainda é cedo para dizermos que essa reação significa uma mudança de tendência". Nesse sentido, o presidente da Febraban cobrou também o Congresso Nacional. "Em 2005, Senado e Câmara têm a pauta livre para discutir questões fundamentais para a economia, e que se arrastam há tanto tempo", afirmou Cypriano, listando uma série de projetos e reformas, como o projeto das Parcerias Público Privadas ou a reforma do Poder Judiciário, que estão na pauta do Poder Legislativo.

Agencia Estado,

03 de dezembro de 2004 | 08h11

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