finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Cidade com 5º maior PIB per capita teme paralisia

A via de acesso a Quissamã, a cerca de 80 km de Campos, reflete o tempo áureo dos royalties no município de 20 mil habitantes e quinto maior PIB per capita do País, cerca de R$ 230 mil - em pouco menos de quatro quilômetros, estão um instituto federal, um hospital, um posto médico, um centro de referência e atenção social, guarda municipal e duas escolas públicas.

Antonio Pita/Quissamã (RJ), O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2015 | 02h02

Mas, se a estrutura enche os olhos, o vazio das ruas e prédios comerciais alerta para a falta de dinamismo da economia local dependente da administração pública. O comércio de rua, ainda incipiente, contabiliza queda de 20% das vendas, um reflexo da saída de negócios da cidade. Os moradores reclamam o corte em serviços antes oferecidos como uma vitrine da aplicação dos royalties.

"Antes minha filha tinha atividades no turno oposto, esporte, oficinas diversas. Agora, acabou", diz a comerciante Angélica Martins, 31 anos. Demitida há três meses, após o fechamento da farmácia onde trabalhava, ela lamenta: "Quissamã parou". Angélica mora também com a mãe numa casa própria, construída pela prefeitura com recursos do petróleo.

Em nota, a prefeitura diz que espera uma queda de cerca de 10% na arrecadação de royalties, que equivalem a 40% do orçamento da cidade. A administração avalia "as possíveis reduções das despesas, mantendo o funcionamento dos serviços essenciais e prioritários". / A.P.

Tudo o que sabemos sobre:
O Estado de S. Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.