Cientista britânico vê poucos benefícios nos biocombustíveis

A crescente produção de biocombustíveistem distorcido os orçamentos do governo, ajudado a elevar ospreços de alimentos e causado o desmatamento no sudeste daÁsia, afirmou na sexta-feira o principal cientista doMinistério da Agricultura britânico. "A maneira como estamos produzindo atualmentebiocombustíveis não é a maneira certa", disse oex-cientista-chefe do Banco Mundial, Robert Watson, citando oprograma de álcool dos EUA e o apoio alemão ao biodiesel comoos que estão entre os menos efetivos. Watson disse à Oxford Farming Conference que a produção debiocombustíveis a partir de cana-de-açúcar no Brasil pode serum dos únicos métodos atuais sustentáveis. Ele afirmou ainda que precisa haver uma pesquisa e umdesenvolvimento agressivos no setor, e que em cinco a dez anosé possível que tecnologias novas e melhores possam sercomercialmente viáveis. Crispin Tickell, diretor do programa de Ciência eCivilização da Universidade de Oxford, afirmou que a políticade álcool dos EUA era "desastrosa". Tickell, que já foi chefe de gabinete do presidente daComissão Européia, disse que é preciso dar mais atenção afontes de energia renováveis como a solar e a geotérmica. "Os biocombustíveis têm um papel importante, mas apenascomo uma de uma série de tecnologias", disse ele àconferência.

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