Ciesp vê com pessimismo nova meta de exportação

O diretor do Departamento de Comércio Exterior do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Humberto Barbato, acredita que a nova projeção para as exportações neste ano, de US$ 117 bilhões, é, na verdade, um teto para as vendas externas. "Com o câmbio atual, é impossível que venhamos a ultrapassar esse valor neste ou nos próximos anos", disse o empresário.Segundo ele, um grande volume de empresas ligadas ao Ciesp quer cumprir o mais rápido possível seus contratos de exportação para sair de vez do mercado externo. "As empresas, sobretudo as de médio e pequeno portes, já perderam as margens, e por isso não vale mais a pena continuar a exportar", observou.Para Barbato, o que permitiu ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, anunciar ontem a revisão para cima das metas de 2005 foram justamente os compromissos já assumidos pelas empresas nos últimos meses, na expectativa da melhora cambial."Mas não há qualquer segurança para o ano que vem", ressaltou Barbato, "pois não há como saber o comportamento do câmbio." Para ele, uma coisa é cumprir contratos já firmados, outra coisa é fazer com que as empresas se interessem em exportar. "O horizonte de crescimento para as exportações é curto, de apenas alguns meses. Em breve, vamos ver uma desaceleração", finalizou.

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