REUTERS
REUTERS

Cingapura vê pouca chance de acordo transpacífico sobreviver

Primeiro-ministro diz que seu país continua a buscar outras formas de cooperação econômica

Dow Jones Newswires, O Estado de S.Paulo

31 Dezembro 2016 | 12h29

CINGAPURA - O primeiro-ministro de Cingapura, Lee Hsien Loong, disse neste sábado, 31, que as perspectivas de um acordo transpacífico diminuíram e que o país continua a buscar outras formas de cooperação econômica.

"Outro grande foco tem sido o fortalecimento dos laços com os principais parceiros, para criar oportunidades para empresas de Cingapura e para a população", disse Lee, em sua mensagem de ano-novo.

Ele destacou várias cooperações econômicas que estava buscando, incluindo um acordo comercial com um bloco de 16 países na Ásia, que engloba países como China e Japão.

O futuro do acordo transpacífico se tornou obscuro, por causa da oposição do presidente eleito Donald Trump, que disse que os Estados Unidos vão se retirar do grupo de 12 países em seu primeiro dia no cargo, em janeiro.

O acordo necessita da ratificação dos EUA para entrar em vigor. Quatro países do Sudeste Asiático, incluindo Vietnã, Cingapura, Malásia e Brunei, faziam parte do acordo comercial. Outros, incluindo Filipinas e Indonésia, manifestaram sua intenção de aderir.

Para que o acordo comercial tenha efeitos, é necessário que pelo menos seis países que representem ao menos 85% do Produto Interno Bruto combinado dos 12 membros fundadores ratifiquem o pacto em dois anos.

Sem os EUA, os 11 membros restantes não atingiriam essa condição.

O presidente Barack Obama havia enxergado a região de mais de 600 milhões de pessoas, com uma economia combinada de mais de US$ 2,5 trilhões, como um contrapeso à influência crescente da China. Assim, ele participou de reuniões anuais com os líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático.

O primeiro-ministro também disse que a economia de Cingapura deve crescer mais de 1% neste ano, mas menos do que o governo esperava. O governo esperava que a economia crescesse entre 1% e 1,5% em 2016. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.