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Cisco defende modelo de parceria adotado no Brasil

Empresa diz em nota que distribui seus produtos por terceiros em 80% dos negócios fechados no mundo

Marcelo Godoy, O Estadao de S.Paulo

30 de outubro de 2007 | 00h00

A Cisco Systems usa "há anos parceiros" para distribuir seus produtos em 80% de seus negócios fechados no mundo. A multinacional americana de informática, acusada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal (MPF) de ser a beneficiária de um esquema de empresas fantasmas e laranjas que deu um prejuízo ao governo de R$ 1,5 bilhão em fraudes e sonegação fiscal, defendeu ontem em nota oficial sua atuação por meio de vendas indiretas no mercado brasileiro, mesmo sistema de distribuição adotado em todo o mundo. "Esse modelo amplamente utilizado não é inadequado." No Brasil, "mais de 90% dos negócios da Cisco fluem através de parcerias com canais de distribuição".Ao mesmo tempo em que defendeu seu sistema de negócios, a empresa afirmou que seu "planejamento fiscal" inclui o "respeito às leis e práticas tributárias e de importação". A Cisco afirmou cobrar de revendedores e distribuidores a mesma postura, mas disse que "nenhuma corporação engajada em um modelo de vendas indiretas pode endossar ou controlar diretamente todas as ações de seus distribuidores".Além da multinacional, a Mude Comércio e Serviços Ltda., distribuidora da Cisco no Brasil, está no centro do escândalo fiscal. Dos nove suspeitos no caso que continuam presos, cinco são sócios ou diretores da Mude e só um executivo é ligado à Cisco. Trata-se de Carlos Roberto Carnevali, integrante da organização global de Estratégia e Planejamento da Cisco. "Se ocorreram fraudes fiscais nas empresas que distribuem ou revendem nossos produtos, não somos necessariamente responsáveis por essas ações", afirmou a Cisco em sua nota oficial.A Cisco disse que emprega 250 pessoas no Brasil e planeja novos investimentos no País. O mercado brasileiro representa 1% da vendas da Cisco em todo o mundo. Segundo a Cisco, a decisão de usar o modelo de vendas indiretas se deve ao fato de ele permitir "escalonar seus negócios e crescer em regiões novas e emergentes". Com ele, os "revendedores locais de valor agregado" podem customizar e "acrescentar seus próprios produtos e serviços adaptados aos usuários finais daquele mercado". Por fim, a Cisco informou que fabricantes de todos os tipos de equipamentos - de carros a computadores - utilizam esse modelo de vendas, "comum no mercado de tecnologia".

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