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CIT pede concordata; quebra é uma das maiores nos EUA

O CIT Group Inc, concessor de empréstimos a centenas de milhares de pequenas e médias empresas, pediu concordata no domingo, com a crise financeira mundial tornando-o incapaz de se financiar e a recessão atacando continuamente seus negócios.

DAN WILCHINS E ELINOR COMLAY, REUTERS

02 de novembro de 2009 | 11h50

A quebra do CIT, uma das maiores na história corporativa dos EUA, já era esperada havia meses e não deve ser um choque maciço para o sistema financeiro. Mas os problemas do CIT podem pesar ainda mais sobre a frágil economia norte-americana.

A bancarrota também é um golpe para o governo dos EUA, que investiu 2,33 bilhões de dólares no CIT em dezembro por meio do Programa de Ajuda a Ativos Problemáticos (TARP) e deve provavelmente perder a maior parte desse dinheiro.

A concordata vai se traduzir na primeira perda realizada para o governo no TARP, embora possa recuperar alguns fundos algum tempo depois.

O CIT combateu o investidor Carl Icahn, que disse ser o maior acionista do CIT, sobre seus planos futuros. Mas no final da semana passada os dois resolveram suas diferenças.

A maioria dos credores do CIT já aprovou seu plano de reorganização, e a instituição disse esperar emergir da falência até o final do ano, quando o presidente-executivo Jeff Peek deve renunciar.

Sair rapidamente da falência é vital para o CIT se ele deseja manter seus clientes, que incluem as franquias Dunkin' Donuts e a produtora de filmes Dark Castle Entertainment.

"Quanto mais tempo uma instituição financeira fica em falência, mais o valor de seu negócio se dissipa. O que importa para uma instituição financeira são fé e confiança e percepção", disse Jack Williams, professor especialista em falências na faculdade de Direito da Georgia State University.

O CIT pretende continuar nos negócios, e suas subsidiárias operantes não fazem parte do pedido de falência de Nova York. O CIT continua fazendo novos empréstimos e honrando compromissos com os clientes, disseram pessoas próximas à questão.

Assim que o CIT emergir da concordata, espera movimentar negócios incluindo financiamento do fornecedor, que as empresas usam para oferecer financiamentos a seus clientes, e o factoring.

Se os órgãos reguladores aprovarem a medida, o CIT espera financiar novos empréstimos para as empresas com depósitos bancários.

O pedido de proteção contra falência não deve abalar os mercados financeiros, segundo Chip Hanlon, presidente do Delta Global Advisors em Huntington Beach, Califórnia, mas ele disse que não é positiva.

"Pode ser psicológico e pesar na mente das pessoas sobre como as coisas estão. Aumenta a dúvida das pessoas sobre a saúde da economia", disse Hanlon.

Com a medida, o CIT espera reduzir sua dívida total em cerca de 10 bilhões de dólares.

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