Citi e Dubai ajudam, mas Grécia e petróleo minam alta da Bovespa

O otimismo com o pagamento da dívida do Citigroup com o governo dos EUA e o socorro ao fundo Dubai World foi amortecido na Bovespa pelo efeito da queda do petróleo e da volta das preocupações com a Grécia.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

14 de dezembro de 2009 | 19h21

O Ibovespa fechou com leve valorização de 0,12 por cento, aos 69.349 pontos. O giro financeiro da sessão somou 5,34 bilhões de reais e foi o mais baixo em duas semanas.

"O dia começou positivo com Dubai e Citi, mas a Grécia pesou no final", disse Bruno Lembi, sócio da M2 Investimentos.

O medo de um calote multibilionário do fundo árabe Dubai World foi amenizado com a notícia de que este recebeu dos Emirados Árabes Unidos um empréstimo emergencial.

O setor financeiro contribuiu ainda mais com o bom humor do investidor quando o Citigroup confirmou o pagamento de 20 bilhões de dólares que havia recebido do governo norte-americano para escapar do colapso em meio à crise global.

Esse tom positivo começou a perder força com o movimento desencontrado dos mercados de commodities. Mas mesmo em meio à nona queda seguida do barril do petróleo, pra baixo dos 70 dólares, a ação preferencial da Petrobras subiu 0,26 por cento, a 37,90 reais.

O papel preferencial da Vale ganhou 1,15 por cento, para 43,18 reais, depois de o presidente da companhia, Roger Agnelli, ter dito nesta segunda-feira que prevê um cenário de alta dos preços do minério em 2010.

Segundo profissionais do mercado, o equilíbrio na disputa entre comprados e vendidos pelos contratos de futuros, que têm exercício de índice na quarta-feira e de opções de ações na próxima segunda, evitou o descolamento do Ibovespa para muito longe do zero.

O setor de telefonia foi o grande destaque positivo, com Vivo ganhando 5,5 por cento, para 56,34 reais, após o Goldman Sachs ter elevado o preço-alvo das ações da companhia. Ainda mais forte, TIM Participações valorizou-se 5,9 por cento, a 5,20 reais.

No extremo oposto, o papel ordinário da Eletrobrás voltou a ser alvo de realização de lucro, tombando 6,2 por cento, a 35,79 reais, depois de ter chegado a subir mais de 30 por cento nos primeiros dias do mês.

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