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Citi paga US$ 7 bilhões para encerrar investigação sobre hipotecas de 2008

Lucro do banco americano cai 96% por causa das despesas com o pagamento para o Departamento de Justiça dos EUA

REUTERS

14 de julho de 2014 | 09h39

NOVA YORK - O Citigroup anunciou nesta segunda-feira, 14, que concordou em pagar US$ 7 bilhões ao governo americano para encerrar uma investigação sobre hipotecas vendidas pela instituição financeira às vésperas da crise financeira de 2008.

Por causa do acordo, o banco informou que registrou uma perda de 96% no lucro trimestral, após registrar um encargo de US$ 3,8 bilhões referente ao acordo com o Departamento de Justiça.

O valor do acordo chegou a mais que o dobro do estimado por muitos analistas neste ano, mas ficou abaixo dos US$ 12 bilhões cobrado inicialmente pelo governo nas negociações com o banco.

O Citigroup disse que dos US$ 4,5 bilhões pagos efetivamente, US$ 4 bilhões serão para o Departamento de Justiça e US$ 500 milhões para pagamentos compensatórios para os fiscais gerais estatais e da Corporação Federal de Seguro de Depósitos.

No segundo trimestre, o lucro líquido ajustado do Citi, que exclui o impacto do encargo e algumas mudanças no valor da dívida do banco, foi de US$ 3,93 bilhões, ou 1,24 dólar por ação, ante 3,89 bilhões de dólares, ou 1,25 dólar por ação, um ano antes.

O lucro líquido final, incluindo despesas legais, caiu para US$ 181 milhões, ou 0,03 dólar por ação, ante 4,18 bilhões de dólares, ou 1,34 dólar por ação, um ano antes.

"A multa é apropriada dada a força de evidência do delito cometido pelo Citi", disse o fiscal geral dos Estados Unidos, Eric Holder, em comunicado oficial.

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