Citi reverte prejuízo e lucra US$ 4,43 bilhões

Resultado do 1º trimestre reflete, em grande parte, redução das provisões para enfrentar a inadimplência; presidente-executivo mantém cautela

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2010 | 00h00

O Citigroup anunciou ontem lucro de US$ 4,43 bilhões no primeiro trimestre do ano, com as perdas em empréstimos ruins diminuindo.

O faturamento líquido do grupo registrou melhora de 3,6% em relação a um ano atrás, chegando aos US$ 25,421 bilhões. Essa quantia é mais que o triplo da obtida entre outubro e dezembro de 2009, quando registrou perdas, depois de ter fechado no lucro os outros três trimestres do ano passado.

Dois anos após a eclosão da crise financeira, o Citigroup, um dos bancos sobreviventes que mais sofreram com ela, mostrou um progressivo fortalecimento de suas contas, traduzido em lucro líquido de US$ 0,15 por ação.

O Citigroup, há muito visto como o mais fraco entre os grandes bancos americanos, parece estar se recuperando. Em março, o presidente-executivo, Vikram Pandit, afirmou que o banco caminhava para voltar ao lucro sustentável e que as perdas com ativos ruins podem ser administráveis se a economia não pesar.

Mas, em nota ontem, Pandit manteve a cautela ao afirmar que o caminho de recuperação do Citigroup pode continuar espinhoso. "Realisticamente, não esperamos que nosso desempenho siga uma tendência invariável de alta", explicou ele, acrescentando que as perspectivas de longo prazo são "brilhantes".

Até o fechamento de sexta-feira, as ações do Citi acumulavam alta de 38% no ano, superando o índice de bancos KBW Banks. Com a perspectiva de crédito melhorando, as ações de bancos, vistas como as mais arriscadas, sobressaíram-se no mercado por conta de maiores ganhos dos credores, à medida que a economia se estabiliza.

A melhora das contas da entidade nestes três primeiros meses do ano se deveu em grande parte a redução de suas provisões para enfrentar a falta de pagamento de créditos.

Essa quantia caiu pelo terceiro trimestre consecutivo e ficou em US$ 8,618 bilhões, frente aos US$ 11,029 bilhões dos três meses anteriores e aos US$ 12,855 bilhões de um ano antes. / AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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