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Citigroup anuncia demissão de 52 mil

Cortes começaram a ser feitos em outubro; Goldman e UBS não vão pagar bônus a executivos

O Estadao de S.Paulo

18 de novembro de 2008 | 00h00

O Citigroup confirmou a eliminação de 52 mil empregos em todo o mundo ao longo do próximo ano numa tentativa de se recuperar do prejuízo acumulado de maisde US$ 20 bilhões registrado nos últimos 12 meses. As demissões, anunciadas pelo presidente executivo do banco americano, Vikram Pandit, afetarão 15% da força de trabalho e incluem os 9.100 cortes iniciados em outubro e os 16.900 anunciados ontem.Levantamento da Challenger, Gray & Christmas mostra que as demissões ficam abaixo apenas das 60 mil anunciadas pela IBM em julho de 1993, ano em que a empresa passou a acompanhar os anúncios de demissões feitos por grandes companhias. O banco tem ainda como meta diminuir seus gastos para US$ 50 bilhões a US$ 52 bilhões em 2009. Nos últimos quatro trimestres, essa cifra ficou em US$ 61,9 bilhões. Pandit, no cargo desde dezembro, tem recebido duras críticas dos acionistas por não conseguir implantar uma plano de reestruturação que dê resultado. As ações do Citigroup estão com o menor valor em 12 anos, refletindo o temor de que a recessão global possa fazer com que os prejuízos do banco aumentem ainda mais. Os papéis perdiam ontem mais de 6% de seu valor na bolsa de Nova York. BÔNUS E GRATIFICAÇÕESAinda ontem, os sete principais executivos do banco de investimentos americano Goldman Sachs decidiram renunciar aos bônus e gratificações a que tinham direito este ano. A decisão, tomada no domingo, mas só ontem divulgada pela imprensa local, deixará os diretores mais bem pagos de Wall Street apenas com o salário-base anual de US$ 600 mil.O executivo-chefe do Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, com outros seis altos diretores, destacaram ao comitê de compensação a intenção de renunciar a essas compensações e a proposta foi aceita.Com isso, o banco poderá economizar milhões de dólares.Os altos salários dos máximos diretores de Wall Street causaram fortes críticas da opinião pública, principalmente porque a sociedade vem sido afetada por uma crise que nasceu no mercado financeiro. No meio da turbulência internacional, o Goldman Sachs recebeu uma injeção de capital de US$ 10 bilhões do governo dos Estados Unidos para não quebrar. No ano passado, o melhor período da instituição, apenas quatro desses sete executivos receberam em bônus e gratificações US$ 261 milhões em dinheiro e ações. Na seqüência, a direção do banco suíço UBS também decidiu não pagar bônus aos seus executivos. O presidente do conselho de administração do banco, Peter Kurer, o presidente-executivo, Marcel Rohner, e outros membros da diretoria também só vão receber os salários. O banco, com sede em Zurique, recebeu injeção de capital de US$ 60 bilhões, em outubro, após perdas de US$ 50 bilhões com a crise que teve início no mercado imobiliário dos EUA.

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