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Citigroup aumenta lucros, mas fica abaixo das expectativas

Os lucros do Citigroup quadruplicaram no segundo trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2004, mas ficaram abaixo das previsões dos analistas. O número é também inferior ao do segundo trimestre de 2004 se for excluída a carga de US$ 4,950 bilhões que a empresa teve no ano passado para resolver litígios judiciais relacionados com as irregularidades contábeis cometidas por empresas como Enron e WorldCom.De acordo com os resultados comunicados hoje pela companhia, o lucro no segundo trimestre foi de US$ 5,070 bilhões, equivalentes a 97 centavos por ação, contra os US$ 1,140 bilhão, ou 22 centavos por ação, do ano passado. Os analistas esperavam lucros de US$ 5,3 bilhões, equivalentes a US$ 1,02 por ação.O Citigroup teria ganho US$ 5,340 bilhões, ou US$ 1,02 por ação, no segundo trimestre do ano passado sem os custos judiciais. O faturamento foi de US$ 20,2 bilhões, número inferior aos US$ 21,6 bilhões previstos pelos analistas de Wall Street.A companhia especificou que o faturamento caiu 3% com relação ao segundo trimestre de 2004, embora, embora se for excluído o impacto de um ganho antes de impostos que pelo valor de US$ 1,170 bilhão supôs a venda de sua participação na Samba Financial Group no ano anterior, teriam crescido 2%.O diretor-gerente do grupo, Charles Prince, explicou no comunicado que Citigroup afrontou condições difíceis durante o trimestre e que o "clima do mercado de capitais foi um dos piores" que viu em anos e influiu em um significativo descenso dos ingressos do mercado de renda fixa, que incluem bônus, divisas, matérias-primas e operações bolsistas.Os lucros bancários e do mercado de capitais de Citigroup caíram no trimestre 31%, a US$ 1,040 bilhão, enquanto o faturamento por renda fixa caiu 28%, e os de banco de investimento 1%. Ao mesmo tempo, os gastos caíram 40%, mas se forem excluídos os custos por litígios judiciais as cifras mostram um aumento de 7%.Os resultados mostram um aumento de 6% dos lucros nas operações bancárias para o consumidor se for excluído que teve no segundo trimestre de 2004 por venda de ativos. Os lucros deste setor, que representa mais da metade do faturamento do grupo, chegaram a US$ 2,9 bilhões.

Agencia Estado,

18 de julho de 2005 | 15h05

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