Citigroup: crise do mercado dos EUA está longe do fim

O presidente do Citibank e primeiro vice-presidente do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), William Rhodes, disse hoje que, em sua opinião, as correções nos mercados americanos ainda não terminaram e estão longe do fim. "Estamos testemunhando uma longa correção atrasada nos preços dos ativos (como as ações negociadas em bolsa) que está refletindo uma diferenciação mais realística pelos investidores", disse Rhodes. Os efeitos de contágio sobre os mercados emergentes e a economia mundial da desaceleração econômica dos EUA podem se tornar mais evidentes no período à frente, acrescentou. Ele comentou que espera que as previsões do IIF estejam corretas, mas admitiu a possibilidade de estarem otimistas. O instituto prevê que as economias emergentes vão ajudar o crescimento da economia mundial, apesar da desaceleração nos Estados Unidos. A IIF está projetando uma expansão de 1,8% do PIB dos EUA para este ano. "A crise no setor de moradia dos EUA infelizmente ainda está longe do fim", acrescentou Rhodes. Ele comentou ainda que "questões geopolíticas vão continuar pressionando os preços do petróleo".Embora os governos de muitos países emergentes, tais como o Brasil, estejam perseguindo políticas macroeconômicas saudáveis, Rhodes disse que ainda acha que um descolamento das economias emergentes da desaceleração dos EUA não é "uma realidade econômica". "A acelerada globalização dos últimos anos, com espetacular aumento no comércio e investimento transnacionais, significa que nenhuma economia, por maior que seja, está imune", disse.

ADRIANA CHIARINI, JACQUELINE FARID E AGÊNCIA DOW JONES, Agencia Estado

06 de março de 2008 | 17h26

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