Citigroup vai demitir 17 mil funcionários em reestruturação

O Citigroup, maior entidade financeira dos Estados Unidos, anunciou nesta quarta-feira, 11, um ambicioso plano de reestruturação que incluirá a demissão de cerca de 17 mil funcionários, 5% de seu quadro. O plano, segundo fontes da empresa, significará ao grupo uma economia de US$ 2,1 bilhões este ano, US$ 3,7 bilhões em 2008 e US$ 4,6 bilhões em 2009. No entanto, o Citigroup terá que assumir encargos no valor de US$ 1,38 bilhão bruto (US$ 871 milhões líquidos) no primeiro trimestre, assim como outros US$ 200 milhões no restante do ano. A implementação deste plano tinha criado grandes expectativas entre os analistas, que tinham criticado até agora o presidente e executivo-chefe, Charles Prince, devido ao acelerado crescimento das despesas, o lento avanço do lucro e a pobre valorização das ações do Citigroup. Em comunicado, a entidade afirmou nesta quarta que esteve trabalhando neste projeto nos últimos três meses, e que seu objetivo era basicamente criar uma entidade mais dinâmica, reduzir os custos de crescimento e colocar as bases para sua futura expansão. "Em dezembro passado, dei a minha equipe uma simples direção: eliminar todos os custos organizativos, tecnológicos e administrativos que não contribuam com nossa capacidade de dar um serviço eficiente à clientela", disse Prince. Basicamente, o plano afetará o volumoso quadro de funcionários do Citigroup, um dos maiores bancos do mundo, com demissões, redução do corpo de direção e mudança de postos de trabalho para lugares com menor custo. Assim, a empresa anunciou que reduzirá postos intermediários, o que permitirá aproximar o diretor que administra o negócio do cliente, e, especialmente, eliminará postos administrativos tanto nos escritórios regionais como na sede central, onde estavam ocorrendo duplicidades. Além corte de 17 mil funcionários, cerca de 9.500 postos de trabalho serão deslocados para lugares com menor custo, tanto em nível doméstico como internacional. Outras medidas serão centralizar as atividades de contratação de bens e serviços (procurement) e "racionalizar" as despesas em tecnologia, através da implantação de uma plataforma única e Simplificada. "Definitivamente, estas mudanças nos permitirão modernizar o grupo, de modo que a estrutura será mais estilizada e eficiente, e, portanto, mais capaz de aproveitar as oportunidades de crescimento", disse Prince.

Agencia Estado,

11 Abril 2007 | 11h27

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