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Citroën entra na disputa das minivans

Empresa, que chegou ao oitavo lugar no ranking nacional, quer ficar longe da briga nos populares

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2011 | 00h00

Oitava no ranking nacional de automóveis e comerciais leves, a Citroën registrou crescimento de vendas de 21,2% no primeiro quadrimestre ante 2010, enquanto o mercado total cresceu 3,8%. Com veículos a preços que partem de R$ 38 mil, a empresa está longe da disputa no segmento de carros populares, foco das quatro grandes montadoras locais e de marcas que chegam ao País, como as chinesas JAC e Chery. Mas está sim de olho no consumidor da classe C, daqui a dez anos.

Na visão de Ivan Ségal, presidente da Citroën do Brasil, o consumidor que hoje compra o primeiro carro zero em razão do preço, em alguns anos terá condições de adquirir o veículo que ele quer. "A economia brasileira vai continuar crescendo, a renda vai melhorar ainda mais e esse cliente que compra o carro mais barato vai buscar um melhor - e é esse público que queremos."

Hoje, a Citroën detém 2,9% do mercado, com vendas de 30 mil veículos no primeiro quadrimestre. Pela primeira vez desde sua instalação no País, em 2001, está à frente da coligada Peugeot, a décima no ranking.

Ontem, a empresa apresentou o C3 Picasso, monovolume fabricado no Rio que chegará às lojas em junho a preços que variam de R$ 48 mil a R$ 60,4 mil. Vai concorrer com Volkswagen SpaceFox, Chevrolet Meriva, Kia Soul, Fiat Idea e Nissan Livina.

O C3 Picasso brasileiro passou por várias alterações em relação ao europeu, lançado em 2009, como grade frontal e para-choque traseiro. Com o ele, a Citroën espera vender entre 100 mil e 110 mil veículos até dezembro. No fim de 2010, a marca lançou o Aircross, que está na categoria de utilitário-esportivo. Tem um design parecido com o do C3 Picasso, mas é maior.

O presidente da PSA Peugeot Citroën, Carlos Gomes, já trabalha no novo plano de investimento do grupo. O programa atual de 700 milhões para Brasil e Argentina termina em 2012. "Queremos continuar ampliando negócios no Brasil, mas vamos analisar oportunidades."

Para ele, o Brasil "já foi melhor, mas hoje está praticamente equilibrado com a Argentina". Uma das desvantagens é o custo da matéria-prima. "O Brasil é, por exemplo, grande produtor de aço, mas aqui o produto é um dos mais caros." Pela primeira vez, a PSA estuda importar aço.

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