José Cruz/Agência Brasil - 3/7/2019
José Cruz/Agência Brasil - 3/7/2019

Claramente lamento a desidratação do texto original da Previdência, mas entendo, diz Guedes

Ministro, no entanto, disse que apoia reverter a desoneração previdenciária de instituições filantrópicas e classificou como 'decisiva' a inclusão de Estados e municípios na reforma

Idiana Tomazelli, enviada especial, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2019 | 16h35

FORTALEZA - O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse lamentar a desidratação adicional sofrida pela reforma da Previdência no Senado. A principal mudança aprovada na quarta-feira, 4, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) é a revinculação das pensões por morte ao salário mínimo, drenando R$ 35 bilhões da economia esperada com a proposta.

O texto que passou pela CCJ e agora vai para o plenário do Senado prevê uma economia de R$ 870 bilhões em dez anos com a reforma, menos que estimado quando o projeto foi aprovado na Câmara, de impacto de R$ 933,5 bilhões.

Ele demonstrou ainda temer que os congressistas promovam novas flexibilizações por meio da proposta de emenda à Constituição (PEC) “paralela”, feita para promover ajustes sem atrasar o cronograma da reforma. "Agradeço a Tasso (Jereissati, relator da reforma) por incluir Estados e municípios na reforma. Claramente lamento a desidratação do texto original, mas entendo", disse Guedes, que participou de evento em Fortaleza nesta quinta-feira, 5.

O ministro acrescentou que lamenta "tecnicamente", porque apoia a reversão da desoneração previdenciária de algumas instituições filantrópicas. Guedes classificou algumas delas de "pilantrópicas".

"Mas obviamente bondades serão aprovadas e maldades não (na PEC paralela). Aí amplia o buraco mais um pouquinho (na economia da reforma)", resignou-se o ministro. Apesar disso, ele demonstrou otimismo com a possibilidade de o Senado "recompor a estrutura básica" necessária à reforma.

Guedes classificou como "decisiva" a inclusão de Estados e municípios na reforma e disse ainda que a migração para um regime de capitalização no futuro é essencial. "Ou vai para capitalização, ou a cada 5 anos vai ter que fazer o que fizemos agora (reforma)", afirmou.

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