Claro não deve voltar a vender chips até o fim desta semana

Para o superintendente da Anatel, Bruno Ramos, propostas apresentadas pela operadora precisam de maior detalhamento

EDUARDO RODRIGUES / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2012 | 03h08

A Claro terá de esperar um pouco mais para conseguir da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o aval para voltar a vender chips em São Paulo, Santa Catarina e Sergipe. Embora a operadora esperasse uma resposta positiva ainda ontem, a agência reguladora vai levar mais tempo para analisar o plano de investimentos da empresa.

Após o segundo encontro desde quinta-feira com o presidente da Claro, Carlos Zenteno, o superintendente de serviços privados da Anatel, Bruno Ramos, elogiou o trabalho apresentado pela companhia com os planos de investimentos para os próximos dois anos. Até o momento, a Claro é considerada a empresa mais transparente e disposta a negociar. Ainda assim, Ramos disse que a decisão da agência dificilmente poderá ser revertida até sexta-feira. "A Claro mostrou que está trabalhando com afinco no sentido de cumprir a determinação da Anatel, o que é muito bom para o setor. Vamos trabalhar em conjunto durante a semana para tentarmos chegar ao melhor plano", afirmou Ramos.

Segundo ele, as propostas apresentadas até agora pela Claro ainda precisam de mais detalhamento, principalmente em relação à projeção de aumento e atendimento à demanda nos próximos 24 meses. "Isso tem a ver também com os planos de serviço e a estratégia de marketing da empresa", explicou.

Depois do encontro, Zenteno afirmou que a empresa deve entregar hoje as novas informações solicitadas pela Anatel. "A reunião foi positiva, mas a Anatel pediu novos detalhamentos de crescimento de tráfego nos próximos anos, considerando grandes eventos e considerando as ofertas e promoções da Claro. Vamos confirmar os dados e detalhar informações adicionais."

Ele lembrou que a empresa já havia apresentado um plano ainda na quinta-feira, além de ter entregado mais informações na sexta-feira. "Incluímos os dados por unidade da federação, o nosso aumento projetado da capacidade mês a mês e os planos de investimento para a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Também mostramos o nosso projeto de construção de um cabo submarino ligando Rio de Janeiro a Fortaleza e Miami, cujas obras já começaram", disse o executivo.

Segundo Zenteno, além dos investimentos previstos na rede para os próximos dois anos, a Claro apresentou um plano de ações, com a ampliação da plataforma de fornecedores e a implementação, até setembro, de um novo sistema de remanejamento das ligações da central de atendimento. "Deixar de vender é muito crítico para qualquer companhia. Por isso temos a expectativa de que a situação seja resolvida no curto prazo, sobretudo porque a Claro teve, desde sempre, uma postura proativa. Fomos a primeira companhia a apresentar planos e esperamos sermos também os primeiros a resolver a situação", concluiu.

O presidente da companhia garantiu ainda que a Claro não vai desistir de nenhuma oferta ou promoção que já estava planejada para o segundo semestre nos mercados onde foi temporariamente suspensa. Segundo o executivo, a empresa tem 25,6% de participação no mercado paulista (20% na capital e 32,46% no interior) e tem capacidade para continuar crescendo. "Toda a nossa rede já funciona na plataforma IP (completamente digitalizada) e contamos com mais de 90 mil quilômetros de fibras óticas da Embratel para ligações de longa distância e dados."

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