Claro tem boas intenções e quer resolver logo suspensão de vendas, diz Bernardo

‘Eles ficaram surpresos, mas entendem as medidas da Anatel e tiveram postura proativa’, afirmou ministro após reunião com presidente da empresa

Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

23 de julho de 2012 | 18h51

BRASÍLIA - Após reunião com o presidente da Claro, Carlos Zenteno, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que a companhia o convenceu de que está com boas intenções e de que quer resolver logo a situação que levou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a suspender as vendas de novos planos da empresa em Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

"Eles (da Claro) ficaram surpresos, mas entendem as medidas da Anatel e tiveram postura proativa. Eles alegam que tiveram problemas de funcionamento do call center em São Paulo e por isso não deram vazão às reclamações, que desaguaram na agência reguladora", disse Bernardo.

O ministro mostrou três calhamaços de planilhas e dados entregues por Zenteno, que expressou preocupação com a duração da medida, mas frisou que a decisão de retirar ou não a suspensão caberá somente à Anatel. Bernardo destacou que a empresa inclusive demonstrou iniciativas de compartilhamento de torres e infraestrutura e lembrou que o governo deve editar em breve um regulamento para essa alternativa, que solucionaria em parte o problema as dificuldades de instalação de novas antenas. "Não tem como obrigar, mas é uma burrice não compartilhar", concluiu.

Promoções

Após a reunião com Bernardo, Zenteno afirmou que a Claro não irá desistir de nenhuma oferta ou promoção que já estava planejada para o segundo semestre nos mercados onde foi temporariamente suspensa. Segundo o executivo, a empresa tem 25,6% de participação no mercado paulista ( 20% na capital e 32,46% no interior) e tem capacidade para continuar expansão. "Toda a nossa rede já funciona na plataforma IP e contamos com mais de 90 mil quilômetros de fibras óticas da Embratel para ligações de longa distância e dados. Nossa capacidade é muito grande", argumentou.

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