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Classe B é ávida por consumo e quer requinte

A classe B, a nova "queridinha" do consumo, tem uma característica que a destaca das demais: ela tem um consumo em geral duas vezes superior à participação no total de domicílios. Isso é o que revela uma pesquisa da Pyxis Ibope Inteligência.

O Estado de S.Paulo

25 de março de 2012 | 03h09

Neste ano, a classe B responde por 24,4% dos domicílios, mas consome 58,3% dos combustíveis vendidos ao consumidor no País e o mesmo porcentual dos cursos ministrados pelas escolas particulares. De acordo com a pesquisa, ela compra 54,6% dos ingressos de cinema, 52,7% dos veículos e 53,8% dos serviços automotivos.

Nos últimos meses, o movimento de ascensão social da classe C para a classe B já foi observado pelas revendas de veículos. Rodrigo Calado, diretor do Grupo Anhembi, que revende a marca Chevrolet em quatro concessionárias, conta que tem fila de espera em modelos com mais acessórios e motorização, ao mesmo tempo que sentiu queda nas vendas de modelos de carros básicos, de mil cilindradas.

"O Cobalt é um carro que não tenho em estoque. O que chega vende", diz o diretor da revenda. Com motorização 1.4, ar-condicionado, direção hidráulica, trava e vidro elétrico, o Colbat custa R$ 39,9 mil.

Já os modelos básicos da marca, como o Classic, registraram queda de vendas da ordem de 20% nos últimos meses. "Notamos que, desde o ano passado, o consumidor está migrando para veículos com mais recursos." Normalmente, explica Calado, os compradores dão o carro usado como entrada e financiam 70% do valor do veículo. "Eles preferem pagar R$ 2 mil a mais e levar um carro 1.4."

Marcos Leite, gerente da Amazon, que vende as marcas Volks, Fiat, Nissan e Chery, é outro que notou a mudança na preferência por veículos de maior valor. Um ano e meio atrás, 75% das vendas eram de carros 1.0 e os veículos 1.6 respondiam por 25%. Hoje a fatia do carro mil caiu para 55% e a do 1.6 subiu para 45%. /M.C.

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