Classes C e D ainda pagam mais com dinheiro vivo

Dados foram levantados pela MasterCard e pelo Instituto Ipsos 

Agência Estado,

28 de setembro de 2010 | 12h45

As classes de menor renda ainda preferem pagar suas compras com dinheiro, mostra estudo encomendado pela MasterCard ao Instituto Ipsos. A razão, segundo a pesquisa que foi feita em sete municípios brasileiros, é que 46% das classes C e D ainda não têm acesso a bancos. A grande maioria das pessoas dessa renda não possuem cartões. Apenas 27% dos entrevistados têm cartão de débito, enquanto 25% detêm só o cartão de crédito.

Entre as pessoas dessas classes que têm acesso a bancos, a maioria tem um plástico de débito ou crédito. Segundo a pesquisa, 80% das pessoas das classes C e D bancarizadas possuem o cartão de débito e 49% o cartão de crédito.

Para tentar ganhar parte dos pagamentos feitos em dinheiro, a MasterCard resolveu fazer uma série de ações para estimular o cartão de débito. "A MasterCard enxerga enorme potencial a ser explorado com o cartão de débito no País e está fazendo algumas mudanças estratégicas que estimularão o uso, especialmente para transações de menor valor", diz um comunicado da bandeira americana.

Entre as ações da bandeira para incentivar o cartão de débito, está a mudança da marca usada para o segmento "MasterCard Maestro" para "MasterCard". Além disso, vai sortear até dezembro 12 carros zero quilômetro para os clientes que fizerem ao menos três transações com cartões de débito por semana, de qualquer valor. Com os adquirentes (Cielo, Redecard e Santander), a bandeira está desenvolvendo ações para estimular a expansão da aceitação dos cartões de débito para segmentos que apresentam grande potencial de crescimento, como o de saúde, educacional e serviços.

Segundo a MasterCard, ao analisar os resultados da pesquisa, foi observado que, apesar de um porcentual relevante das classes C e D ter acesso a algum tipo de produto financeiro (como poupança e conta corrente), a maioria não utiliza esses meios. A razão, segundo a bandeira, é a falta de conhecimento dos benefícios desses produtos, como maior segurança e maior praticidade nos pagamentos.  

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