Alexandra Martins/AGÊNCIA CAMARA
Alexandra Martins/AGÊNCIA CAMARA

Classificação de risco que interessa a deputados é risco eleitoral, diz parlamentar do PSDB

Governo espera que o rebaixamento do rating do País pela S&P dê um sentido maior de urgência à votação de medidas fiscais, como a reforma da Previdência

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

12 Janeiro 2018 | 19h18

BRASÍLIA - O deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) afirmou ao Estadão/Broadcast discordar da avaliação de que o Congresso Nacional é o principal culpado pelo rebaixamento da nota de classificação de risco do Brasil pela S&P Global.

Além disso, o parlamentar afirmou duvidar da influência dessa decisão sobre os parlamentares. A expectativa do governo e que o anúncio da S&P dê um sentido maior de urgência à votação de medidas fiscais como a reforma da Previdência.

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"A classificação de risco que interessa à esmagadora maioria dos deputados é o risco eleitoral", disse Pestana. O tucano foi relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2018, que fixou inicialmente a meta fiscal em déficit de R$ 129 bilhões para este ano, e depois do projeto que alterou as metas de 2017 e 2018 para rombo de até R$ 159 bilhões.

Segundo Pestana, a decisão da S&P foi "precipitada" e a agência poderia ter esperado até fevereiro, quando há expectativa de votação da reforma da Previdência. Além disso, ele refutou as críticas da agência, que classificou o Congresso de "complacente" ao demorar em aprovar as reformas. 

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"É uma injustiça com o Congresso, que deu um apoio inédito ao governo", afirmou.

O deputado tucano disse que, agora, será preciso avaliar a "capacidade de sedução e convencimento do governo" para colocar a reforma da Previdência em votação. Hoje o governo não tem votos suficientes. São necessários 308 deputados apoiando a mudança constitucional para aprová-la. A previsão é votar o texto em 19 de fevereiro.

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