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‘Cliente prefere olho no olho quando vai fazer um investimento’, diz CEO da Saque e Pague

Saque e Pague inaugurou um espaço na avenida Faria Lima, em São Paulo, onde há atendentes da empresa e de bancos parceiros vendendo crédito e investimentos

Entrevista com

Givanildo Luz, CEO da Saque e Pague

Márcia de Chiara, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2021 | 05h00

Responsável pela circulação de R$ 4 bilhões por mês nos 2.200 caixas de autoatendimento para sacar, depositar e pagar contas, instalados dentro de estabelecimentos de varejo em mais de 400 cidades, a Saque e Pague abriu uma nova frente de negócios. Inaugurou um espaço na avenida Faria Lima, em São Paulo, no coração financeiro do País. Ali, além do serviço tradicional, há atendentes da empresa e de bancos parceiros vendendo crédito e investimentos. A iniciativa parece ir na contramão da tendência de digitalização e do público alvo da companhia, o de menor renda. Givanildo Luz, CEO da empresa, argumenta que o contato físico ainda é importante. Quanto à localização, argumenta que precisa estar onde os bancos estão.

O que é a Saque Pague?

Nascemos em 2014 como um rede de autoatendimento, fazendo a ponte entre lojista, consumidor e sistema financeiro. Pegamos o dinheiro que o lojista recebe e disponibilizamos os recursos para saque nos caixas de autoatendimento. 

Onde estão localizados?

Temos 2.200 caixas dentro de supermercados, postos de gasolina, farmácias em mais 400 de cidades. Quatro bilhões de reais por mês entram e saem dos nossos pontos de venda. Com a pandemia, a circulação de dinheiro cresceu 30%. Por mais que as pessoas tenham recebido o auxílio por uma conta digital, ainda preferem usar dinheiro físico.

Por que decidiram ir além dos postos de autoatendimento dentro de varejistas e abrir espaços físicos independentes?

Porque acreditamos que o contato físico com o sistema financeiro ainda é importante, não é só o digital. O digital vem ganhando força, mas quando se fala em operações mais complexas, como crédito imobiliário o consultor é extremamente importante. É cultural. Os clientes preferem o olho no olho quando é para fazer um investimento. Só o digital não funciona para a grande maioria da população. Abrimos na Faria Lima o Espaço Multibancos. Ali eles podem vender crédito, e fazer a abertura de conta e investimentos. Acreditamos que bancos menores e digitais estarão conosco nesse modelo de expansão. Em 2022 vamos abrir de 15 a 20 espaços desses em outros estados, provavelmente no interior. Há 2.335 cidades sem agências bancárias. O potencial é grande.

Por que começaram por um ponto tão caro como a Faria Lima?

Porque se esse projeto parar de pé lá, com todos os custos, será viável em qualquer outro lugar. Outro ponto é a imagem: precisamos estar onde a maioria dos parceiros estão. 

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