Clientes da Viagens Costa devem ir à Justiça

A empresa Viagens Costa Turismo teve sua falência decretada pela 4a Vara Cível de São Paulo no dia 23 de fevereiro. Os consumidores que possuem queixas contra a agência devem agora procurar um advogado e mover ação na Justiça para que tenham suas reclamações atendidas. O Procon-SP - órgão de defesa do consumidor ligado ao governo do Estado - informa que já não pode fazer muita coisa, agora que a Viagens Costa faliu. A assistente de direção do órgão, Sônia Amaro, disse que os consumidores devem pleitear suas queixas individualmente. Os clientes podem ainda solicitar a resolução das reclamações por meio da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), que, em parceria com a Associação Brasileira de Agentes de Viagem (ABAV), tentará resolver os problemas dos consumidores da Viagens Costa a partir desta semana. "Mas não queremos criar falsas expectativas. A princípio, é somente uma tentativa. Buscamos uma solução para o que parece insolúvel", disse o chefe do Departamento de Qualidade e Produtos Turísticos da Embratur, Nélson Lins. O diretor afirmou ainda que a Embratur já vinha alertando aos consumidores que acompanhassem a saúde financeira das agências, para evitar sustos".Já a Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista (Deatur) dá três recomendações principais aos clientes da Viagens Costa: sustar os cheques que foram repassados à agência; prestar queixa em delegacias de pequenas causas; e, por fim, contratar um advogado para mover uma ação judicial contra a empresa. Ligações telefônicas à agência não são atendidasO analista de marketing Sérgio Rubens Scorzato Jr., de 25 anos, havia comprado um pacote de carnaval para ele e a namorada com destino a Bonito, no Mato Grosso do Sul. Como teve um problema de saúde, não pôde viajar. Ao telefonar para a Viagens Costa a fim de solicitar a devolução do dinheiro, percebeu algo estranho. "Os telefones para os quais eu ligava não atendiam mais", conta. Sérgio decidiu, então, entrar em contato com o Procon. "Só aí descobri que a agência faliu". Ele sustou os cinco cheques que havia dado à empresa, no valor de aproximadamente R$ 240,00 cada um. Mas o primeiro deles já havia sido debitado. "Agora, quero a devolução desse dinheiro".A reportagem da Agência Estado tentou entrar em contato com a empresa nas cinco filiais da Grande São Paulo. Mas nenhuma das ligações foi atendida.

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