Clientes devem procurar alternativas de atendimento bancário

Os correntistas não estão sendo afetados bruscamente pela greve dos bancários nesta quinta-feira, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Os caixas eletrônicos e serviços por telefone estão funcionando normalmente e devem ser utilizados pelos clientes como alternativa para a greve.A Febraban não tem estimativa do número de prejudicados pela greve e instrui os clientes a usarem canais de atendimento alternativo, como caixas eletrônicos, internet, telefone, correios, lotéricas e lojas de departamentos. A Universidade de Campinas (Unicamp) decidiu prorrogar as inscrições para o Vestibular 2007 até o dia 11 de outubro, em conseqüência da greve. Os candidatos devem pagar a taxa de inscrição por meio de boleto bancário, e poderiam ser prejudicados pela paralisação. Além dos bancos, o valor de 100 reais pode ser pago com o boleto em casas lotéricas, nos Correios, caixas eletrônicos e pela internet. O prazo se encerraria nesta sexta-feira, dia 6 de outubro, mas foi estendido para que os candidatos tenham mais tempo para pagar a taxa. As inscrições para os processos seletivos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) também se encerram nesta sexta, mas as instituições não divulgaram nenhum adiamento do prazo.A Fundação informa que a greve não atinge todas as agências e que os bancários que quiserem trabalhar terão o direito assegurado. Entretanto, alerta que os clientes que tiverem contas vencidas terão de pagar os juros estabelecidos pelas empresas e pelos bancos correspondentes ao pagamento. Já as contas com vencimento programado para os próximos dias, devem ser quitadas nas agências bancárias ou em locais alternativos.Clientes que necessitam sacar o FGTS e o seguro desemprego, entretanto, devem procurar uma agência da Caixa Econômica Federal, única autorizada a disponibilizar este tipo de serviço, segundo a Febraban.A Fundação considerou que a decisão sobre a greve prejudica, principalmente aposentados e pensionistas, já que o pagamento dos benefícios deve cair nas contas nesta quinta-feira. Porém, afirma que grande parte dos beneficiários já utiliza os caixas eletrônicos para sacar o valor recebido. De acordo com relatório da Febraban, em 2005 apenas 10,6% dos correntistas, das cerca de 95 milhões de contas correntes existentes no país, utilizaram os serviços em caixas de agências. Um número considerado pequeno pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Em 2005, foram feitas 35 bilhões de transações bancárias, sendo que apenas 10% delas foram registradas nos caixas das agências, segundo a Febraban.Greve O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região informou nesta quinta que o mais recente balanço sobre a greve da categoria por tempo indeterminado, iniciada nesta quinta-feira em todo o País, apontou que cerca de 36 mil trabalhadores estão parados em 428 locais de trabalho na região de abrangência do sindicato, entre agências e centros administrativos. Até as 13 horas, os bancários estavam parados em 77 locais na região central da capital paulista, 37 na região da Avenida Paulista, 103 na zona leste, 68 na zona oeste, 38 na zona sul, 44 na zona norte e 60 na região de Osasco.De acordo com o sindicato, os caixas eletrônicos das agências estão funcionando normalmente e os aposentados estão recebendo atendimento. Em São Paulo, Osasco e nos 15 municípios da região de Osasco, há cerca de três mil locais de trabalho e 106 mil bancários.A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), que é ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT) e representa cerca de 450 mil trabalhadores, deve divulgar ainda nesta quinta um balanço nacional da paralisação da categoria. Desde a semana passada, movimentos parciais de greve vêm sendo organizados pelos sindicatos do Rio de Janeiro (capital), Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Pernambuco, Salvador e região, Sergipe, Florianópolis, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Piauí, Campina Grande (PB) e Bauru (SP).A categoria, que tem data-base em 1º de setembro, decidiu na quarta-feira à noite iniciar a greve por tempo indeterminado, após sete rodadas de negociação com os banqueiros, que fizeram propostas de reajuste salarial abaixo do desejado pelos trabalhadores. Enquanto os bancários reivindicam aumento real de 7,05%, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço sindical da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), ofereceu, até a mais recente rodada de negociação, reajuste de 2,85%.Segundo a assessoria de imprensa da federação, não foi feito nenhum balanço da greve por parte da entidade, tampouco foi adotado um posicionamento sobre o assunto. A Fenaban destaca, entretanto, que não recebeu comunicado oficial dos trabalhadores, em relação à proposta de 2,85%, apresentada na terça-feira. RioA greve ganhou maior força no Rio nesta quinta. O sindicato da categoria estima que 80% dos 30 mil bancários do Estado estão parados. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Rio e membro do Comando Nacional, Vinícius Assumpção, o fato de a greve ter se tornado um movimento nacional deu força à paralisação e pressionou um maior número de trabalhadores a aderir ao protesto. Um esquema preparado pelo comando de greve está garantindo o atendimento especial voltado aos aposentados e pensionistas. Assumpção é enfático ao repudiar qualquer tentativa de se atrelar a greve às eleições. "Estamos fazendo contínuas greves nos últimos anos para recompor as perdas que a categoria teve nos anos anteriores", disse, revelando que apóia Lula e acredita que este movimento pode até beneficiá-lo, "se houver um bom acordo".Matéria alterada às 14h51 para acréscimo de informações

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.