Clientes do Banespa enfrentam filas

O aposentado Sérgio de Moraes, de 61 anos, foi um dos inúmeros correntistas do Banespa que enfrentaram horas de fila hoje na capital paulista para realizar uma operação bancária, por causa da greve dos funcionários do banco. Das 8 horas às 13 horas, Moraes ficou de pé, debaixo de sol forte, esperando que o caixa eletrônico do banco no estacionamento do Carrefour Limão (zona Norte) voltasse a funcionar. Com ele, havia 36 pessoas na fila.Como muitas outras em toda a cidade, a máquina que Moraes esperava para usar estava com problemas de comunicação com o banco. Nenhuma operação estava sendo feita. Isso porque, durante a greve, os clientes do Banespa só podiam realizar saques, transferências, consultas e aplicações nos caixas eletrônicos Auto-atendimento Banespa, nas agências da Rede Verde-Amarela ou no Banco24Horas. Os cheques estavam sendo emitidos normalmente e, no caso de débitos automáticos, os descontos foram realizados da maneira convencional. As filas formaram-se em diversos caixas eletrônicos espalhados pela capital paulista devido à greve dos funcionários do banco, iniciada em 30 de outubro e que deve terminar amanhã, depois de acordo entre os representantes dos funcionários do Banespa, a direção do banco e a Federação Nacional dos Bancos no Tribunal Superior do Trabalho. O acordo foi ratificado pelos trabalhadores, há pouco, em assembléia. Outros agravantesCom a greve, as agências estavam fechadas. Outros motivos que agravaram as filas são que esta semana é de recebimento de salários, aposentadorias e pensões e também de vencimento de contas.Na agência da Avenida Parada Pinto, na Vila Nova Cachoeirinha (zona Norte), a situação era pior. Apesar de um dos dois caixas automáticos da agência estar funcionando, pelo menos 80 pessoas formavam uma fila que dava voltas na calçada. Eliete de Oliveira, 20 anos e grávida de cinco meses, esperou por duas horas antes de conseguir entrar no caixa. "É um absurdo, um desrespeito do banco com a gente", reclamou ele.O corretor de imóveis Onofre Ferreira, 44 anos, ficou cerca de 40 minutos no caixa em frente à agência da Avenida Sumaré (zona Oeste). "Já passei por quatro caixas, todos estavam fora do ar", relatou Ferreira. Muitas agências, como a do Palácio dos Bandeirantes, não tinham dinheiro para os correntistas fazerem retiradas.

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