Clima de euforia nas bolsas dura pouco e dólar volta a cair

Altas superaram 2% na Ásia, mas entusiasmo não se expandiu pelos pregões da Europa

Agências internacionais,

19 de março de 2008 | 06h20

Durou pouco o clima de euforia nos mercados, conquistado após as ações de intervenção do Fed (banco central dos EUA), com o sexto corte consecutivo na taxa de juros do país. As bolsas asiáticas até que acompanharam o bom desempenho verificado na terça-feira, 18, em Nova York, mas o entusiasmo não se expandiu pelos pregões da Europa. As principais praças européias chegaram a abrir em alta nesta quarta, só que não conseguiram sustentar os ganhos. Revertendo o movimento de terça-feira, o dólar derrete.   Veja também:   Cronologia da crise financeira  ''Crise é 30 vezes maior que a de 1998'', diz Lula Depois de corte de juros nos EUA, Bovespa fecha na máxima  Juro americano cai para 2,25% e Fed sinaliza novas reduções  Petróleo fecha perto de US$110 com corte de juro do Fed   A moeda norte-americana começou o dia nesta quarta bastante pressionado. Às 7h07, perdia 1,17% em relação à moeda japonesa, para 98,29 ienes. O euro subia 0,43%, para US$ 1,5755.   Na Europa, os mercados abriram em alta, mas às 7h05 (de Brasília), a bolsa de Londres já recuava 1,10%, seguida por Frankfurt (-0,75%) e Paris (-0,58%).   Na Ásia, a bolsa de Tóquio e Seul fecharam as negociações em altas de 2,47% e 2,11%, respectivamente. Na Austrália a tendência foi a mesma e o índice cresceu 4%. O índice Nikkei da bolsa de Tóquio encerrou com uma alta de 2,47%, ou 296,28 pontos, e situou-se ao término das atividades nas 12.260,44 unidades. Por sua vez, o Topix, que agrega todos os valores da primeira sessão, ganhou 32,67 pontos, ou 2.80%, e ficou em 1.196,30.   Mesmo com uma ação do Fed não tão agressiva quanto esperado, e o reforço das preocupações com a inflação no comunicado, especialistas acreditam em novos cortes de juros nos próximos meses.   Corte no juro americano   O banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve) reduziu nesta terça-feira o juro básico do País em 0,75 ponto porcentual, para 2,25 % ao ano. É o patamar mais baixo dos últimos três anos. O mercado financeiro esperava um corte maior, de 1 ponto porcentual, principalmente depois que o Fed reduziu a taxa de redesconto - juro para bancos em operações junto ao BC - no final de semana para ajudar as instituições que estão com problemas financeiros.   Em comunicado divulgado após a decisão, o Fed deixou claro que novos cortes virão. Isso porque as condições de crédito continuam difíceis, a economia está em desaceleração e a inflação deve ficar moderada ao longo dos próximos três meses, diz o texto.   Com o corte, o Fed dá mais um sinal de que usará todas as suas ferramentas para amenizar os efeitos da crise no setor bancário norte-americano. A instituição já tomou uma série de medidas radicais para tentar estabilizar o sistema financeiro: reduziu a distância entre a taxa de redesconto e a taxa dos fed funds - taxa overnight que os bancos cobram entre si em empréstimos -; financiou US$ 30 bilhões para o JPMorgan comprar o Bear Stearns; e montou um novo programa para fornecer dinheiro para uma ampla variedade de instituições financeiras grandes. O total da operação chega a US$ 200 bilhões.   (com Agência Estado)

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