Clima de euforia nos mercados

Os mercados vivem um período de euforia. Ontem, a boa notícia veio do cenário interno, com a divulgação de um crescimento de 1,5% na produção industrial em agosto, na comparação com o mês de julho. O dado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Hoje, o cenário externo prevaleceu. A agência de classificação de risco Moody´s elevou o rating (nota) da Rússia e a agência Standard & Poor´s melhorou a avaliação da Malásia, Indonésia e Tailândia. O fato é que estas avaliações deixaram os investidores mais otimistas quanto a uma possível elevação do rating do Brasil. Essa é uma especulação que esta no mercado há várias semanas, mas foi reforçado de ontem para cá. Além disso, há a expectativa de emissão de novos títulos da dívida brasileira no exterior.Nesta quarta-feira, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta de 1,91%, com 17.804 pontos ? nível mais elevado desde 29 de janeiro de 2001, quando o fechamento apontou 17.883 pontos. O volume movimentado também foi expressivo, registrando R$ 1,594 bilhão, o maior desde 13 de janeiro de 2000, quando foi negociado R$ 1,760 bilhão.O risco Brasil ? taxa que mede a confiança dos investidores estrangeiros na capacidade de pagamento da dívida do país ? fechou em 616 pontos. Isso significa que os investidores pedem um prêmio de 6,16 pontos porcentuais acima dos juros pagos pelos títulos norte-americanos, considerados sem risco. Para se ter uma idéia do recuo do risco Brasil nos últimos meses, no final de setembro, esta taxa estava no patamar de 2.400 pontos base, o que representava um prêmio em torno de 24% pelo risco dos títulos brasileiros.Os C-Bonds, principais títulos da dívida brasileira negociados no exterior, encerraram o dia com valorização de 0,56% em relação aos últimos negócios de ontem. Nas últimas operações desta quarta-feira, estavam em 93,563 centavos por dólar. Desde o início de agosto, os títulos brasileiros vêm apresentando tendência de alta. Naquela época, eram negociados em um patamar próximo a 83 centavos por dólar.Dólar e jurosO dólar comercial registrou mais um dia de queda, apesar da decisão do governo de não renovar o lote de US$ 1,135 bilhão de papéis cambiais que vence no próximo dia 15. A tendência seria por uma pressão de alta para as cotações da moeda norte-americana, já que o volume de papéis atrelados ao dólar vai diminuir. Porém, com o fluxo positivo de dólares para o País e a falta de interesse por hedge (proteção em moeda estrangeira), o dólar recuou 0,42% hoje, fechando em R$ 2,8480 na ponta de venda.Os juros futuros também recuaram nesta quarta-feira, acompanhando o cenário otimista. Os contratos com vencimento em janeiro de 2004 negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fecharam em 18,450% ao ano. Ontem estavam em 18,520% ao ano.

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