Clima de otimismo para a Agrishow

Evento, que começa dia 2 de maio em Ribeirão Preto (SP), deve refletir bom momento vivido[br]pelo agronegócio

Fernanda Yoneya, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2011 | 00h00

Na apresentação da 18.ª Agrishow Ribeirão Preto (SP), na semana passada, em São Paulo (SP), o setor de máquinas e implementos aproveitou para confirmar a boa perspectiva de negócios em 2011. "Se o agronegócio vai bem, nosso setor vai bem", diz o diretor adjunto da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, José Carlos Pedreira de Freitas. Pedreira diz que o desempenho do setor de máquinas e implementos é atrelado ao desempenho da agropecuária. "A mecanização é responsável por 62% nas melhoras dos índices de produtividade."

Este ano, a Agrishow ocorrerá entre 2 e 6 de maio, em Ribeirão Preto (SP). Os organizadores não quiseram, porém, arriscar números. "Estamos otimistas, mas é difícil adiantar expectativa de negócios", diz o presidente da Agrishow, Cesário Ramalho. Em 2010 a Agrishow movimentou R$ 1,5 bilhão.

"De todo modo, a Agrishow é um sinalizador para a indústria de máquinas agrícolas", diz Pedreira. A meta para 2011 é, pelo menos, voltar ao nível de 2008, quando o faturamento chegou a R$ 8,4 bilhões, ou crescimento de 20% em relação a 2010.

Para Pedreira, o fôlego do setor depende de linhas de crédito como o Finame/PSI, que representa mais de 80% das vendas de máquinas. "Pleiteamos também a renovação do Moderfrota, que ficou estagnado", diz. A proposta são juros de 3,5% para o pequeno produtor; de 4,5% para o médio e de 6% para o grande produtor. "O que preocupa é que o PSI acaba em dezembro, justo a época em que o produtor decide sobre investimentos. Queremos que, se o PSI não tiver continuidade, o produtor possa contar com um Moderfrota renovado."

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