Clima de otimismo permanece nos mercados

O otimismo continua predominando no mercado financeiro. Durante a manhã, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) atingiu 16936 pontos ? patamar máximo desta quinta-feira ? apontando alta de 2,16%. O forte volume negociado sinaliza o ambiente favorável para o mercado de ações. Até às 13h27, o volume estava um pouco acima de R$ 636 milhões, o que deve levar a um fechamento acima de R$ 1 bilhão.Ontem, operadores do mercado acionário disseram à reportagem da Agência Estado que o capital estrangeiro voltava forte à Bolsa. Isso porque, passado o final do trimestre, quando os fundos encerram seus balanços, os administradores de grandes carteiras estrangeiras ficam mais dispostos a colocar recursos em investimentos em países emergentes. Segundo a Assessoria de Imprensa da Bolsa, os números efetivos de entrada de capital estrangeiro neste início de outubro serão divulgados amanhã.O dólar comercial acompanha o cenário positivo. Nesta manhã, chegou ao patamar mínimo de R$ 2,8940 , depois de ser negociado a R$ 2,9040 na abertura do dia. Em relação às últimas operações de ontem, a queda é de 0,38%. A cotação do C-Bond ? principal títulos da dívida brasileira negociado no exterior ? está em 91,813 centavos por dólar ? patamar máximo do dia.O comportamento da moeda norte-americana segue a queda do risco Brasil ? taxa que mede a confiança dos investidores estrangeiros na capacidade de pagamento da dívida do país -, que recua 10 pontos para 694 pontos. Isso significa que, no mercado internacional, os investidores pedem um prêmio de 6,94 pontos porcentuais acima da taxa dos títulos norte-americanos, considerados sem risco. Vale lembrar que, há um ano, esta taxa esteve em 2.400 pontos.JP MorganUma das boas notícias para o mercado financeiro nesta manhã veio do JP Morgan. A instituição elevou a participação dos títulos brasileiros em seu portfolio para países emergentes. Segundo apuração do correspondente Fabio Alves, a nota divulgada pelo banco informa que "a inflação está caindo e as taxas de juros reais estão em níveis semelhantes aos níveis de 2000. O crescimento da economia mundial e as taxas de juros reais - os principais fatores que afetam a produção industrial e o PIB geral do Brasil - estão nos trilhos para gerar uma recuperação robusta da economia no ano que vem."

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