Clima econômico da AL registra pequena melhora

Embora ainda negativo, o mais recente Indicador de Clima Econômico (ICE) para a América Latina, elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com o instituto alemão Ifo, revela alguma melhora: diminuiu para -10,7 pontos porcentuais no trimestre terminado em outubro, em comparação com -21,1 pontos no trimestre findo em julho. Especificamente quanto ao Brasil, o ICE ficou negativo em -33,8 pontos em outubro, mas registrou avanço apreciável em confronto com julho, quando era de -45,9 pontos.

O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2018 | 05h00

O ICE do Brasil está negativo desde julho de 2013, com breve intervalo em janeiro de 2018, quando, observa a FGV, os principais institutos de pesquisa projetavam um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País em 3%, o que não se concretizou. O grande desafio continua sendo a aprovação da reforma da Previdência, que será um fator decisivo para um crescimento mais acelerado da economia a partir de 2019.

A melhora agora constatada se deve ao Indicador de Expectativas (IE), que saiu de zero para um saldo positivo de 21,6 pontos no período considerado. O Brasil tem grande peso no IE para a América Latina, cuja evolução recente é explicada pela eleição do novo presidente da República e pelo clima econômico também mais propício no México, Chile e Peru, bem como em economias menores, como as do Equador, Paraguai e Uruguai. Isso compensou o caos na Venezuela e as más projeções quanto à economia da Argentina, não se esperando crescimento positivo do PIB daquele país em 2019.

Para a América Latina como um todo, houve um ligeiro avanço no Indicador de Situação Atual (ISA), que ganhou 1,7 ponto, permanecendo negativo (-38,3% pontos). No tocante ao Brasil, o IE foi de 12,0 para 25,9 pontos e o ISA retrocedeu 10,2 pontos (de -88,0 para -77,8 pontos), sempre na mesma comparação trimestral.

Na elaboração desses indicadores, diversos itens são analisados, como falta de confiança na ação do governo, falta de capital, demanda insuficiente, barreiras a investimentos externos, etc. Os principais obstáculos ao desenvolvimento em quase todos os países do continente, como salienta o levantamento, são a falta de inovação, de infraestrutura adequada e de mão de obra qualificada, fatores que se refletem na baixa competitividade internacional.

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