Andressa Anholete/Estadão
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Clima econômico no Brasil chega ao menor nível desde 1989

Estudo da FGV coloca a falta de confiança na política econômica do governo em 1.º lugar como fator limitador do crescimento do País

Idiana Tomazelli, O Estado de S. Paulo

12 de novembro de 2015 | 11h49

RIO - O ambiente econômico no Brasil é o pior desde janeiro de 1989, quando a Fundação Getulio Vargas (FGV) passou a medi-lo em parceria com o instituto alemão Ifo. No trimestre encerrado em outubro, o Indicador de Clima Econômico (ICE) recuou 8,3%, passando de 48 pontos em julho para 44 pontos agora. Os dados fazem parte da Sondagem da América Latina.

Nesta edição, a FGV consultou os especialistas sobre os principais fatores limitadores do crescimento econômico dos países. No Brasil, a falta de confiança na política econômica do governo aparece em primeiro lugar, seguido pelo déficit público e pela inflação. Falta de competitividade internacional e desemprego também foram apontados como obstáculos para o avanço do País.

O recuo no indicador brasileiro entre julho e outubro foi puxado pelas expectativas, que pioraram 10,5%, chegando a 68 pontos. "As expectativas não chegaram ao 'fundo do poço' e o menor da série foi registrado em outubro de 2008 (54 pontos)", notou a FGV em nota. Já a percepção sobre a situação atual manteve-se no nível mínimo de 20 pontos, alcançado em julho passado.

Na região, o ICE brasileiro é melhor apenas que o da Venezuela, que está em 20 pontos, patamar mínimo da pesquisa, desde meados de 2013. Além disso, o Brasil é o penúltimo de 11 países no ranking dos últimos quatro trimestres. Em relação a outubro de 2014, o ICE brasileiro recuou 22,8%.

A Sondagem Econômica da América Latina serve ao monitoramento e antecipação de tendências econômicas, com base em informações prestadas trimestralmente por especialistas nas economias de seus respectivos países. A pesquisa é aplicada com a mesma metodologia em todos os países da região. Para a edição até outubro de 2015, foram consultados 1.040 especialistas em 113 países. Na América Latina, foram 129 analistas ouvidos.

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