Clima negativo dá trégua e dólar abre em queda

Banco da Inglaterra anuncia alocação de 10 bilhões de libras em recursos para o mercado; moeda cai 0,28%

Agência Estado,

18 de dezembro de 2007 | 10h18

O dólar abriu em queda nesta terça-feira, 18, após fechar em alta na véspera, impulsionado pelo clima negativo que tomou conta dos mercados na segunda. Às 10h37, a moeda norte-americana caía 0,28%, cotada a R$ 1,808. Além disso, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ensaiava alta, já que as operações no mercado futuro (que já começaram nesta terça) indicam o Ibovespa em alta de 1,99%. às 11h33, a Bolsa opera em alta de 2,28%.   Veja também: Comportamento da Bolsa neste momento    Apesar do clima de negócios mostrar-se mais ameno na manhã desta terça, no exterior, a agenda recomenda cautela e o mercado doméstico de câmbio não deve arriscar muito. A perspectiva é que as cotações da moeda norte-americana repitam o compasso internacional de alívio, mas sem grandes apostas, enquanto aguardam o decorrer dos fatos do dia.   Um dos motivos da trégua na manhã é o anúncio do Banco da Inglaterra de que alocou 10 bilhões de libras em recursos para três meses à taxa média de 5,949%. A taxa mínima aceita foi 5,36%, abaixo da taxa de referência do BC inglês.   As instituições que apresentaram ofertas a esta taxa receberam 75% dos fundos pedidos. A maior taxa aceita foi 6,6%. No total, foram recebidas 10,85 bilhões de libras em propostas, portanto, a média de ofertas feitas e ofertas aceitas ficou em 1,09.   A elevada proporção de ofertas aceitas à taxa mínima e baixa média de ofertas feitas contra as recebidas sugerem que a necessidade de recursos não é tão urgente quando o que se pensava, disse o Royal Bank of Scotland.   "O BOE irá conduzir outro leilão de recursos para três meses de 10 bilhões de libras em 15 de janeiro. Por enquanto, esperamos que as preocupações relacionadas à demanda de final de ano irão diminuir na esteira dos eventos desta manhã", acrescentaram os analistas da instituição.   Já os fatores de tensão vêm dos EUA. Hoje, antes mesmo da abertura das bolsas norte-americanas, sai o balanço do banco de investimentos Goldman Sachs referente ao quarto trimestre fiscal. E nos próximos dias tem mais, de outras importantes instituições.   Ainda nos EUA, às 11h30, o Departamento do Comércio dos EUA divulga o número de novembro das construções de residências iniciadas. O secretário do Tesouro, Henry Paulson, fala sobre a questão das hipotecas residenciais em dois encontros com líderes comunitários e empresariais: às 14 horas e às 20 horas (de Brasília). O Conselho do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) reúne-se para estudar emendas à legislação que coíbe práticas predatórias na concessão de crédito hipotecário. Ou seja, a avaliação é de que as incertezas continuam permeando os negócios e a volatilidade de preços nos mercados deve continuar forte.   Por aqui, o mercado aguarda as medidas do governo para compensar a perda da arrecadação da CPMF. As informações em torno do assunto continuam contraditórias, alimentando as apreensões dos investidores. Ninguém espera uma deterioração do cenário doméstico favorável, mas muitos consideram que há risco de uma piora considerável, que geraria ajustes nos preços dos ativos.

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