Clima no Brasil faz preço do café disparar em NY

Cenário: Filipe Domingues

O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2012 | 03h08

O clima úmido em importantes regiões produtoras de café do Brasil nesta semana pode ser desfavorável para a colheita. Atentos à meteorologia, ontem investidores recompraram contratos que haviam vendido anteriormente e deixaram de apostar na queda dos preços, promovendo uma forte valorização da commodity na Bolsa de Nova York. Os lotes do produto para entrega em julho subiram 4,64% e fecharam a 157,75 centavos de dólar por libra-peso.

A alta foi acelerada por especuladores, que enxergaram uma oportunidade para comprar e depois vender a preços mais elevados. Entretanto, analistas dizem que o viés do mercado ainda é de baixa. Mesmo com as chuvas recentes, a produção brasileira deve ser volumosa. E o País é o maior fornecedor de café. Além disso, a indústria está comprando pouco, enquanto as empresas aguardam uma queda maior nas cotações para se reabastecer com matéria-prima. Por esse motivo, os preços acumulam queda de 30% neste ano. "Talvez até o fim do terceiro trimestre, as torrefadoras precisem estocar novamente, antes do período de pico da demanda no inverno", explicou o Macquarie Bank, em nota ao mercado.

As chuvas também influenciaram o mercado de grãos ontem, mas no sentido oposto. Choveu mais do que o esperado na noite de quarta-feira no Meio-Oeste dos EUA que enfrentava forte estiagem. Assim, os preços do milho caíram 4,13%. A soja e o trigo acompanharam, cedendo 0,55% e 0,34%. As incertezas com relação à economia foram outro fator negativo.

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