Clima puxa alta dos grãos em Chicago

Rumores sobre adversidades climáticas em áreas produtoras de grãos do Hemisfério Norte impulsionaram os preços de soja, milho e trigo na Bolsa de Chicago ao longo da semana. O contrato de soja com vencimento em novembro acumulou valorização de 3,33% no período, embora ontem tenha recuado 0,30%, para US$ 9,85 por bushel, depois que investidores resolveram embolsar o lucro obtido nos dias anteriores. Mas as cotações da oleaginosa devem permanecer sustentadas pela pouca oferta do produto nos Estados Unidos, enquanto a demanda continua firme.

Análise: Filipe Domingues, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2010 | 00h00

A baixa nas cotações da soja, ontem, também foi reflexo da queda na confiança do consumidor americano e da divulgação de balanços corporativos fracos. O sentimento de que a recuperação econômica é lenta colocou todo o mercado financeiro na defensiva, influenciando as commodities.

Ainda em Chicago, a cotação do milho para entrega em dezembro avançou 3,04% na semana. Boa parte desse ganho está relacionada ao mercado de trigo, já que ambos são usados na produção de ração. O preço do cereal se destacou ainda mais: o contrato com vencimento em setembro saltou 9,15% na semana, diante de incertezas climáticas. O tempo quente e seco pode afetar produção e rendimento das lavouras em áreas dos Estados Unidos, da Rússia e de países da União Europeia.

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