Clima sustenta a alta do preço do café

O preço do café negociado em Nova York subiu com força ontem por causa do clima adverso em importantes países produtores, e que pode limitar a oferta global. Os contratos com vencimento em dezembro fecharam com uma valorização de 3,06%, cotados a 196,75 centavos de dólar por libra-peso.

Análise: Filipe Domingues, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2010 | 00h00

O Vietnã é o maior produtor mundial de café do tipo robusta e vem registrando chuvas que ameaçam atrasar a colheita e, em consequência, as exportações. Essa incerteza sobre a oferta disponível fez o robusta se valorizar 6,0% na Bolsa de Londres e puxar também a cotação do café arábica - de melhor qualidade - negociado em Nova York.

Outro fator relacionado à oferta que ajudou a sustentar o preço do grão é a previsão de que a safra da Colômbia será menor do que se esperava. México e Indonésia também têm clima desfavorável atualmente.

Além disso, o dólar caiu ontem e voltou a ser importante influência no comportamento do café e de outras commodities. O açúcar para entrega em março registrou alta de 1,69% e encerrou a 28,81 cents/lb, também favorecido pelas incertezas sobre o tamanho da safra brasileira de cana, por causa do clima seco. Na Bolsa de Chicago, os grãos dispararam. O milho liderou o movimento e saltou 5,04%, numa recuperação após a forte queda das cinco sessões anteriores. A soja avançou 2,71% e o trigo, 1,71%.

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