bolsa

E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Clinton incentiva China a continuar investindo nos EUA

Secretária de Estado afirma que investir no país é 'seguro' e que os EUA têm uma merecida reputação financeira

Agência Estado e Associated Press,

22 de fevereiro de 2009 | 03h52

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, está incentivando a China a continuar investindo em títulos do Tesouro dos EUA e disse que a continuidade dos investimentos de Pequim no país é um reconhecimento de que as duas nações dependem uma da outra. "Penso que o governo chinês e o banco central estão tendo uma sábia decisão de continuar a investir nos títulos do Tesouro", disse durante uma entrevista neste domingo, 22. "É um investimento seguro. Os EUA têm uma bem merecida reputação financeira." Com o objetivo de incrementar a economia, os EUA têm incorrido em mais dívidas, disse Clinton. "Não seria do interesse da China se nós fôssemos incapazes de fazer nossa economia mover", acrescentou a secretária. "Ao continuar mantendo os instrumentos do Tesouro americano, a China está reconhecendo nossa interconexão. Iremos verdadeiramente crescer ou cair juntos. Estamos no mesmo barco e felizmente remando na mesma direção." "Nossas economias estão bastante entrelaçadas, os chineses sabem que têm de começar a exportar de novo para seu maior mercado, ou seja, os Estados Unidos, que têm de tomar medidas drásticas com seu pacote de estímulo, o qual significa que temos de incorrer em mais dívidas." Com a economia fortemente exportadora chinesa vacilando ante o mau momento americano, Clinton tem procurado em suas reuniões com o presidente Hu Jintao, o ministro de Relações Exteriores, Yang Jiechi, e o primeiro-ministro, Wen Jiabao, tranquilizar Pequim de que a manutenção de títulos do Tesouro e outros títulos de dívida continua sendo um sólido investimento. Yang respondeu que a China quer ver seu estoque em títulos de dívida estrangeiras - o maior do mundo, de US$ 1,95 trilhão - investido em segurança e quer continuar a trabalhar com os Estados Unidos. "Eu quero enfatizar que os fatos falam mais alto que as palavras. O fato é que a China e os Estados Unidos têm tido grande cooperação e estamos prontos para continuar a conversar com o lado americano", disse Yang. Durante sua viagem à China, a ênfase de Clinton na economia global, nas mudanças climáticas e na segurança significou a crescente importância das relações EUA-China.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.