CME assina acordo para compra da Nymex por US$ 9,3 bi

Bolsas decidem se unir por forças do mercado e exigências dos clientes por custos menores

Agência Estado e Reuters,

17 de março de 2008 | 11h00

A CME Group, maior e mais diversificada bolsa de derivativos do mundo, anunciou nesta segunda-feira, 17, a assinatura de um acordo definitivo, no valor de US$ 9,3 bilhões, pelo qual vai adquirir a Nymex Holdings, proprietária da bolsa de metais Comex. A conclusão das negociações marca o fim de mais de 135 anos de independência para a New York Mercantile Exchange (Nymex). O conselho das duas empresas se reuniu no último domingo para votar sobre a transação.   A compra da CME irá marcar a mais recente união entre duas bolsas anteriormente separadas por produtos e geograficamente, mas que agora são levadas a se unir por forças do mercado e exigências dos clientes por custos menores. Os acionistas da Nymex devem receber dinheiro e ações da CME no valor de US$ 100,00 por papel - um prêmio de 5% em relação ao preço de fechamento na sexta-feira.   Os termos são os mesmos já divulgados pela empresa em janeiro, quando os dois grupos anunciaram que estavam negociando uma fusão - 0,1323 por ação da CME e US$ 36,00 em dinheiro por ação da Nymex. Os acionistas da Nymex vão deter 19% da companhia combinada.   Segundo o chairman da CME, Terry Duffy, o acordo dará "continuidade à tradição de ambas de descobrir meios inovadores para criar valor para os clientes e acionistas".   Para o chairman da Nymex, Richard Schaeffer, com o combinação a empresa terá a oportunidade de "continuar a construir os negócios internacionalmente, além de aprimorar sua eficiência de custo e aumentar valor para os acionistas".   O grupo combinado terá escritórios em Chicago e Nova York, unificando os produtos financeiros e agrícolas da CME com os contratos de energia e metais da Nymex. A divisão de energia da Nymex deve permanecer em Manhattan por pelo menos cinco anos - um detalhe considerado importante para a conquista do apoio de políticos de Nova York, como o senador Charles Schumer. As informações são da Dow Jones.   O CME Group detém 10% da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), após a parceria fechada em outubro de 2007 para levar os produtos da bolsa brasileira à plataforma de negociação eletrônica Globex - presente em mais de 80 países.

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