CMN abre porta para mais estrangeiros no capital do BB

O Conselho MonetárioNacional (CMN) encaminhou ao presidente Luiz Inácio Lula daSilva proposta para dobrar o limite de participação deestrangeiros no capital do Banco do Brasil, para 25 por cento,abrindo espaço para uma nova oferta de ações da instituição. De acordo com analistas, esse é um passo fundamental paraque o BB tenha sucesso numa nova investida para ampliar apulverização do capital ao nível requerido pelo Novo Mercado--segmento da Bovespa com regras mais rígidas de boa governançacorporativa, do qual o banco faz parte. "A expectativa é de que os 12,5 por cento não sejamsuficientes para atender a demanda dos estrangeiros por açõesdo Banco do Brasil", afirmou à jornalistas Luiz Edson Feltrim,chefe do Departamento de Organização do Sistema Financeiro doBanco Central. Em maio, o maior banco do país contava com 21,7 por centode suas ações em circulação no mercado, sendo 11,1 por centodesse total nas mãos de estrangeiros, segundo Feltrim. O banco tem até 2009 para elevar o "free float" para 25 porcento, o que o coloca diante de duas alternativas: emitir açõesnovas ou fazer com que seus atuais controladores vendam partedas que detêm. Investidores estrangeiros têm comprado de 60 a 70 por centodas ações vendidas em ofertas públicas realizadas porcompanhias domésticas nos últimos anos. É a segunda vez em dois anos que o CMN sugere ampliar aparticipação dos estrangeiros no BB. Em 2006, o órgão sugeriuampliar essa fatia de 7 para 12,5 por cento, medida queantecedeu a realização de uma oferta pública secundária deações detidas pelo BNDESPar e pela Previ de 3 bilhões de reaisem 2007. (Reportagem de Isabel Versiani e Aluísio Alves)

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