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CMN acaba com restrições à abertura de agência e postos

Antes havia necessidade da existência de alguns segmentos, como postos de atendimento corporativo, em localidades que não demandavam o serviço

Célia Froufe e Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

26 de abril de 2012 | 17h56

BRASÍLIA - O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu nesta quinta-feira acabar com as restrições que existiam para abertura de agências e postos de atendimento aos clientes. A partir de agora, as instituições financeiras poderão instalar sua rede de atendimento de acordo com sua estratégia.

A medida, segundo o chefe do Departamento de Normas do Sistema financeiro do Banco Central, Sérgio Odilon dos Anjos, reduz o custo dos bancos ao mesmo tempo em que aumenta a concorrência entre as instituições financeiras e amplia o processo de bancarização no País. Mas se os bancos começarem a fechar agências sem motivos considerados coerentes pelo BC, a medida poderá ser revertida.

"A resolução faz parte do projeto do BC de melhoria da rede de atendimento ao público", comentou Odilon. Até agora, de acordo com ele, as instituições financeiras tinham que seguir "várias regrinhas" que não correspondiam mais ao ambiente atual de negócios.

Ele disse que antes havia necessidade da existência de alguns segmentos, como posto de atendimento bancário, de atendimento corporativo, entre outros, em localidades que não demandavam o serviço. "Agora o banco tem flexibilidade para instalar de acordo com sua conveniência. Eles é que conhecem (o negócio) e que sabem onde devem instalar", comentou. Além disso, conforme Odilon, os correspondentes bancários já tinham flexibilidade maior.

A situação financeira dos bancos brasileiros já supera as necessidades exigidas até então pelo governo "há muito tempo", segundo o técnico. A medida, diz ele, é importante porque mexe na estratégia de longo prazo dos bancos, principalmente de rede. A exigência que o CMN fará é de que haja material de divulgação com explicação sobre o que ele se destina. "Não faz sentido obrigar um banco a fazer um sem-número de atividade", argumentou.

Na opinião de Odilon, o reflexo da medida pode ser bom para a população e reduzir os custos dos bancos. Uma agência bancária, por exemplo, tem de ter guichês e atendimento pessoal, já um posto, não. Isso dará mais liberdade para que os bancos inaugurarem mais postos, e não necessariamente agências, de acordo com o chefe do departamento. Atualmente há no País, conforme Odilon, 37.464 Postos Atendimento Eletrônico e aproximadamente 3,5 mil cooperativos. Ele disse que a medida, apesar de benéfica, não faz parte da lista de pleito da Febraban ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, em meados deste mês.

A transformação de uma agência já existente em um posto, sem que o banco revele ao BC a viabilidade da mudança, não será permitida. "A proposta é melhorar a rede, não piorar. Tenho convicção de que vai permitir melhoria na rede de atendimento", afirmou.

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