CMN amplia limites de financiamento do BNDES no PSI

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou hoje a ampliação em R$ 10 bilhões dos limites de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dentro do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), com juros subsidiados pelo banco de fomento. Com a decisão, o limite total do programa passou de R$ 124 bilhões para R$ 134 bilhões.

EDUARDO RODRIGUES, Agencia Estado

30 de setembro de 2010 | 15h50

O CMN também incluiu uma nova linha de financiamento no programa, destinando R$ 500 milhões do total disponível para empresas de menor porte exportadoras de bens de capital e bens de consumo, que tenham renda anual bruta de até R$ 90 milhões. Além disso, o prazo para a contratação dos financiamentos foi estendido até o dia 31 de março de 2011.

Os recursos adicionais serão divididos entre as diversas categorias que compõem o PSI. Com as alterações, a linha voltada para fabricação de ônibus e caminhões passa de R$ 28 bilhões para R$ 31,5 bilhões, a juros de 8% ao ano. A linha chamada pró-caminhoneiro, para aquisição desses veículos, passa de R$ 8,6 bilhões para R$ 10,1 bilhões, com taxa anual de 4,5%.

Já a linha para produção de bens de capital, principal categoria do PSI, fica com R$ 67 bilhões, com juros de 5,5% ao ano. O programa também disponibiliza R$ 15,9 bilhões para financiamento pré-embarque de bens de capital, com a mesma taxa. Outros R$ 7 bilhões fazem parte da linha para pré-embarque de bens de consumo, com juros anuais de 8%.

O crédito restante fica repartido com R$ 1 bilhão para inovação tecnológica (com taxa de 3,5% ao ano), R$ 1 bilhão para capital inovador (taxa de 4,5% ao ano) e R$ 500 milhões para a linha criada hoje para as empresas de menor porte (taxas 5,5% ao ano para bens de capital e 8% ao ano para bens de consumo).

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