CMN aprova ajuda para setor agrícola

As medidas de ajuda ao setor agrícola anunciadas no início deste mês pelo ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, após um ´tratoraço´ no município de Rio Verde (GO), foram confirmadas ontem em reunião extraordinária do Conselho Monetário Nacional (CMN). O pacote envolve R$ 3 bilhões em recursos do Banco do Brasil para a comercialização da safra e a prorrogação do vencimento de dívidas contraídas pelos agricultores para investimentos. Essas somam R$ 2,6 bilhões, com vencimento em 2005. Desde total, R$ 2,2 bilhões são referentes ao Moderfrota, programa que financia a compra de tratores, colheitadeiras e implementos agrícolas. Serão beneficiados com a prorrogação os produtores de arroz, algodão, milho, soja e trigo. Também foram confirmadas as medidas de apoio à agricultura familiar, anunciadas na semana passada pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto. De acordo com o secretário da Agricultura familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Valter Bianchini, os produtores que fizeram financiamento para custeio da safra, mas que não optaram pelo seguro da produção, poderão ser beneficiados pela prorrogação das dívidas. Se o produtor perdeu mais de 30% da safra, ele poderá pagar suas dívidas que vencem em 2005 em duas parcelas em 2006 e 2007. Se a perda superar 50%, o produtor terá um bônus (tecnicamente chamado de rebate) para quitar sua dívida neste ano. Se a dívida for de R$ 1.000 e o produtor perder mais de 50% da produção, ele terá um desconto de R$ 650 para quitar sua dívida. Em outro voto, o CMN parcelou em três vezes as dívidas de custeio dos produtores de trigo, prejudicados pela seca no Sul do País, que somam R$ 278 milhões. Os vencimentos, que eram de dezembro do ano passado até março, foram prorrogados para junho, julho e agosto.

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