CMN aprova plano de ajuste da Previ às regras do governo

Depois de um ano de negociações, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou finalmente ontem o plano para a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco Brasil (Previ) se ajustar às regras fixadas pelo governo para aplicação dos recursos dos fundos de pensão. Maior fundo de pensão do País, com R$ 60 bilhões de patrimônio, a Previ terá prazo até 2012 para se desfazer, em valores de hoje, de R$ 3,1 bilhões da sua carteira de ações.Essa venda é necessária para o fundo de pensão se ajustar ao limite máximo de 50% que os seus investimentos podem estar aplicados em ações. O plano de enquadramento da Previ às novas regras de aplicação estava sendo aguardado pelos analistas financeiros, porque o fundo é um dos maiores investidores no mercado acionário brasileiro. A preocupação era de que um movimento grande de venda pela Previ, num curto prazo, gerasse uma forte queda do preço das ações, prejudicando todo o mercado acionário brasileiro.Para se enquadrar, a Previ precisa reduzir de 58% para 50% as reservas aplicadas em ações, o que, na prática, representa uma venda de R$ 4 bilhões. Segundo o diretor da Área de Investimentos da Secretaria de Previdência Complementar (SPC) do Ministério da Previdência Social, Ricardo Pena, o fundo começou esse ano o processo de ajuste e já vendeu R$ 900 milhões em ações, faltando R$ 3,1 bilhões para o ajuste total. Pena ressaltou que esse valor financeiro pode mudar ao longo do tempo, dependo da valorização ou queda das ações. O diretor disse que o plano aprovado pelo CMN é adequado às condições do mercado brasileiro. Duas exigências básicas, disse ele, balizaram as negociações para a aprovação do prazo: a necessidade de o mercado ter tempo para absorver esse volume de ações que serão vendidas, sem que haja perdas para o participante, e a garantia de liquidez necessária ao pagamentos dos benefícios do fundo.

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