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CMN aumenta compulsório sobre poupança de 15% para 20%

O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu hoje, em reunião extraordiária, aumentar de 15% para 20% a alíquota do compulsório sobre depósitos em caderneta de poupança, de acordo com informação divulgada pela assessoria de imprensa do Banco Central. O compulsório é recolhido em espécie e a elevação da alíquota deverá gerar um impacto sobre a liquidez da ordem de R$ 6 bilhões. De acordo com a assessoria do BC, o compulsório sobre a poupança é remunerado pela variação da TR mais juros de 6,17% ao ano. O chefe em exercício do Departamento de Operações Bancárias - ex-sistema de pagamentos (Deban) - do BC, Miguel Arcanjo Neto, informou que o efeito da decisão do Conselho Monetário Nacional surtirá efeito a partir do próximo dia 1º de julho. As medida, de acordo com Arcanjo, terá um impacto sobre a liquidez da ordem R$ 6 bilhões, e esse compulsório será todo recolhido em espécie. A decisão foi tomada, de acordo com Arcanjo, devido à migracão de recurso dos fundos de investimento de renda fixa para as contas de caderneta de poupança. "Nós registramos um aumento de aproximadamente R$ 4 bilhões no saldo das aplicações de poupança nas duas últimas semanas", disse Arcanjo. "Com isso, os bancos estavam ficando com mais recursos em caixa livres para aplicação, por exemplo, no mercado de câmbio", acrescentou. Ele lembrou que a decisão de aumentar o compulsório é acompanhada automaticamente por uma diminuição da faixa livre de aplicação de recursos da poupança, de 20% para 15%.

Agencia Estado,

24 de junho de 2002 | 11h52

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