Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

CMN discute mudança da meta de inflação em junho, diz Mercadante

O líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), disse hoje à Agência Estado que o Conselho Monetário Nacional (CMN) deverá discutir em junho a proposta defendida por ele de manter para 2005 a meta de inflação de 5,5%, a mesma deste ano. Em decisão anterior, o CMN havia previsto para o ano que vem uma meta de 4,5% e a reunião de junho serviria para confirmá-la.Mercadante afirma que na reunião da sexta-feira passada no Palácio do Planalto, para discutir a versão final do projeto de Lei das Diretrizes Orçamentárias (LDO) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, admitiu a discussão, embora não tenha indicado nenhuma decisão neste sentido. "A decisão será tomada no CMN em junho", sentenciou o senador.Ele ressalta a posição de neutralidade do ministro, lembrando que ele, juntamente com a equipe econômica, tomará a decisão final. "Todo o setor produtivo representado no governo apoiou a proposta", disse o líder, apontando entre eles o ministro do Planejamento, Guido Mantega, que integra o CMN; o ministro do Desenvolvimento, Luís Roberto Furlan; o da Integração Regional, Ciro Gomes; e o das Relações Exteriores, Celso Amorim.Não se discute meta acima de 5,5%O líder do governo no Senado disse que ninguém no governo defende a revisão da meta de inflação para 2005 acima de 5,5%. Segundo ele, todas as discussões são feitas em torno de 4,5%, 5% ou 5,5%. O líder lembrou que a expectativa para o ano que vem é de pressão no cenário internacional em função das mudanças na economia dos Estados Unidos. "Nada, no entanto, está sendo discutido acima de 5,5% de inflação para o ano 2005 e não vejo nenhuma chance de isso prosperar", afirmou o líder.Credibilidade mantidaMercadante disse que não há perigo de risco na credibilidade do governo frente aos investidores. Na sua avaliação, uma meta de 5,5% é mais realista e tem condições de ser cumprida pelo governo, assegurando maior credibilidade ao país. Ele admite que uma eventual decisão do CMN em junho, mudando a meta de inflação de 4,5% para 5,5%, terá reflexos no projeto de Lei das Diretrizes Orçamentárias para 2005, já enviada semana passada ao Congresso."A projeção do PIB deverá aumentar em função da nova meta de inflação", disse o líder lembrando cálculos que estimam uma ampliação de 3,5% para 4% no crescimento da economia ano que vem. Além disso, raciocina, a revisão da meta dará mais flexibilidade à política monetária, permitindo maior redução dos juros, assim como determinará uma revisão na receita orçamentárianominal.

Agencia Estado,

20 de abril de 2004 | 14h37

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.