CMN faz reunião extraordinária para regulamentar medidas

Encontro ocorre nesta quinta; além de flexibilizar compulsórios, governo editou MP dando mais poderes ao BC

Adriana Fernandes, da Agência Estado,

09 de outubro de 2008 | 12h09

Fontes do Ministério da Fazenda informaram que o Conselho Monetário Nacional fará ainda nesta quinta-feira, 9, antes do final da tarde, uma reunião extraordinária para regulamentar as medidas anunciadas no início da semana pelo governo para fazer frente à crise financeira. A reunião deve ser virtual, segundo assessores da Fazenda.  Veja também:FMI ativa ação de emergência que garante crédito a emergentesApós socorro aos bancos, Lula deve ampliar apoio à agriculturaEm meio à crise, Mantega e Meirelles adiam viagem aos EUAConfira as medidas já anunciadas pelo BC contra a criseEntenda a disparada do dólar e seus efeitosAjuda de BCs mostra que crise é mais grave, diz economistaEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Entenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA  A cronologia da crise financeira Veja como a crise econômica já afetou o Brasil Entenda a crise nos EUA  Na quarta-feira, o BC anunciou a flexibilização dos depósitos compulsórios a que os bancos são submetidos, o que deve promover uma injeção de recursos no total de R$ 23,2 bilhões no sistema financeiro do País. Em 24 de setembro, o BC já havia divulgado duas medidas relacionadas à regulamentação dos depósitos compulsórios.  Uma adiou o cronograma de implementação de compulsórios sobre depósitos interfinanceiros de leasing (arrendamento mercantil) e a outra triplicou, para R$ 300 milhões, o valor a ser deduzido pelas instituições financeiras do cálculo da exigibilidade adicional sobre os depósitos a prazo, à vista e da poupança. As medidas do mês passado, contudo, não alteravam as alíquotas, como faz a segunda medida. No início da semana, o governo editou uma Medida Provisória (MP) dando mais poderes ao BC para combater os efeitos da crise no Brasil, no dia em que o nervosismo tomou conta do mercado financeiro a ponto de os empréstimos ficarem paralisados.  A principal medida é a autorização para que o BC compre carteiras de crédito de instituições financeiras em dificuldades, por meio de uma linha de empréstimo já existente chamada redesconto. Além disso, o BC foi autorizado a conceder empréstimos em moeda estrangeira e as empresas de arrendamento mercantil receberão permissão para emitir letras. Atualmente, elas se financiam com debêntures, um papel de operação mais complexa. O presidente do BC, Henrique Meirelles, também anunciou que o governo vai oferecer uma linha adicional, em dólar, no exterior com o uso das reservas internacionais. O objetivo é oferecer crédito para o comércio exterior. Segundo explicou Meirelles, o BC vai comprar títulos que serão vendidos pelos bancos no exterior, com um contrato de recompra.  Durante a semana, o governo decidiu ainda reforçar em R$ 5 bilhões as linhas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de financiamento de pré-embarque de mercadorias de comércio exterior.

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