CMN fixa meta de inflação de 2014 de 4,5% pelo IPCA

O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu fixar a meta de inflação de 2014 em 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos, e reafirmou o mesmo objetivo para o ano que vem.

REUTERS

28 de junho de 2012 | 15h17

"A meta de inflação já vem fixada há mais anos. É a meta mais factível para a economia brasileira. Dá tranquilidade para absorver choques eventuais e flutuações do cenário internacional", afirmou o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland.

O CMN é formado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento, além do presidente do Banco Central.

A meta de inflação está estipulada em 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de dois pontos percentuais para mais ou menos, desde 2006.

Desde então, os preços medidos pelo IPCA ficaram dentro dessa banda, sendo três vezes na parte superior da tolerância e três abaixo.

No ano passado, no entanto, houve risco elevado de a inflação estourar a meta, quando o IPCA fechou exatamente no teto de 6,50 por cento.

O governo preferiu não mexer na meta de inflação por causa da crise internacional ainda aguda, apesar de haver avaliações dentro da equipe econômica que o objetivo oficial do país ainda é elevado, ainda mais se comparado com outras economias.

(Por Tiago Pariz; Texto de Patrícia Duarte)

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