CMN mantém meta de inflação para 2011 em 4,5%

centro da meta de inflação para 2009 também é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais

RENATA VERÍSSIMO E RENATO ANDRADE, Agencia Estado

30 de junho de 2009 | 17h39

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, informou que o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou em 4,5% o centro da meta de inflação para 2011 e confirmou neste mesmo patamar a meta de inflação de 2010. O ministro deixou o Ministério da Fazenda no final da tarde, após participar da reunião do CMN.

 

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O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, é o índice oficial utilizado pelo Banco Central para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo CMN. O centro da meta de inflação para 2009 também é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.

 

Alguns analistas avaliavam que, em função da crise econômica, a inflação deveria ceder, abrindo espaço para uma meta menor. No entanto, há quem já preveja inflação maior em 2011, pois até lá o pior da crise terá passado e os preços voltarão a subir. Nesse caso, o mais indicado seria não mexer na meta.

 

A meta permite maior controle inflacionário. Os governos que adotam esse sistema, em tese, buscam cumprir seus compromissos, atingindo uma inflação "aceitável".

Em 1999, quando o governo brasileiro adotou o sistema, o alvo da meta para a inflação era de 8%. Naquele mesmo ano, a inflação efetiva ficou próxima ao centro da meta, com 8,94%. Atualmente, a meta está em 4,5% e o mercado prevê uma inflação de 4,33%.

Os economistas favoráveis ao modelo argumentam que, se a meta for menor, as expectativas de inflação tendem a convergir para esse novo patamar, reduzindo ainda mais a inflação no país. Nesse caso, não haveria necessidade de aumentar os juros.

 

Com BBC Brasil

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