CMN mantém TJLP em 6% ao ano

Referência para financiamentos do BNDES, taxa de juros de longo prazo continua no menor nível desde 2009

Renata Veríssimo / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2011 | 00h00

O Conselho Monetário Nacional (CMN) manteve em 6% ao ano, pelo nono trimestre consecutivo, a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) que irá vigorar de julho a setembro deste ano. Criada no final de 1994, a taxa está no menor patamar da história desde o terceiro trimestre de 2009. A TJLP serve de base para a correção dos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao setor produtivo.

Como o valor precisa ser fixado pelo CMN até o último dia útil do trimestre imediatamente anterior ao da sua vigência, o Conselho fez ontem uma reunião virtual para definir a taxa que terá que ser publicada hoje no Diário Oficial da União. A decisão foi divulgada no sistema de dados eletrônicos do Banco Central, o Sisbacen, sem nenhuma explicação.

A TJLP é calculada por dois parâmetros: meta de inflação calculada pro rata para os 12 meses seguintes ao primeiro mês de vigência da taxa, baseada nas metas anuais fixadas pelo CMN, e prêmio de risco do Brasil. O Conselho Monetário Nacional é formado pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Planejamento, Miriam Belchior, e pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Hoje, o CMN faz a sua reunião mensal e terá que fixar outro parâmetro econômico: a meta de inflação para 2013, além de ratificar a de 2012. Os ministros devem manter o centro da meta em 4,5%, com uma margem de tolerância de dois pontos porcentuais, para baixo ou para cima, para os próximos dois anos.

O entendimento da área econômica é de que não faria sentido diminuir seu valor, neste momento de esforço de convergência do IPCA para o centro da meta. A redução exigiria uma elevação mais forte dos juros.

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